A publicidade já não é a única “mina de ouro” da internet

As primeiras acções e reacções à monetização em criptomoedas.

Já te tínhamos dado conta de que alguns sites estavam a fazer uso da capacidade do teu processador para fazer mining de cripto-moedas, como bitcoins, sem te ter avisado previamente – agora damos conta da evolução natural deste universo paralelo, que começa a sentir-se ao longo da internet.

Por um lado, a possibilidade de processar bitcoins ou outras criptomoedas usando os recursos do visitante ou utilizador afigura-se para os criadores de software ou de aplicações online como uma inovadora forma de rentabilizarem os seus produtos. Uma das primeiras aplicações a usar esta táctica é o Franz, um software que permite ter na mesma janela do computador os serviços de mensagens que mais usas (Messenger, WhatsApp, Slack, Gmail…).

A partir de agora e graças a um script chamado Monero, incluído no código do Franz, a subscrição deste agregador de aplicações de mensagens pode ser paga pela partilha do processador – a ideia ainda está em desenvolvimento mas já permite aos utilizadores pouparem cerca de 4 euros por mês. No fundo, quem quiser, pode dividir o CPU do seu computador com o Franz em vez de pagar uma mensalidade em euros.

Para já e atendendo às alterações de performance que este tipo de actividade pode provocar nos CPUs, os avanços são em passos delicados e modo experimental. No caso específico da Franz as condições são explicítas: a aplicação recorre a entre 20 e 50% da capacidade do CPU para gerar cerca de 5 dólares em criptomoedas por ano. Mais se adianta na nota inicial que o software terá capacidade para reduzir a sua actividade em função do estado do computador, de modo a minimizar o impacto no processamento e na bateria.

Por outro lado, a inclusão deste tipo de scripts em sites online – e as polémicas aplicações de scripts do género sem consentimento dos utilizadores – está a gerar uma onda de resposta por parte dos programadores de extensões. A evolução natural dos adblockers vira-se para o bloqueio de exploração de CPU. Chamam-se mining blockers, já existem para quase todos os browsers e funcionam de modo semelhante aos adblockers – com a possibilidade de criar uma lista excepções – e são o primeiro sinal de reacção a esta nova forma de monetização que pode ser promissora.

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