Metro de Lisboa promete mais comboios e menos esperas em 2018

O Metro de Lisboa garante ainda que tem "actualmente um número maior de carruagens a circular, fruto do trabalho de recuperação de material circulante"

Ao longo dos últimos anos, as empresas de transporte público de Lisboa e do Porto foram gravemente afectadas pelo desinvestimento do executivo nas mesmas, situação que pode ter sido agravada por uma eventual má gestão por parte das equipas https://staging2.shifter.pt/wp-content/uploads/2021/02/e03c1f45-47ae-3e75-8ad9-75c08c1d37ee.jpgistrativas anteriores. Não tardou até que os utentes começassem a sentir as consequências, experienciando um serviço cada vez mais degradado. Contudo, os primeiros sinais de mudança surgiram neste 2017.

Em Lisboa, o Metro de Lisboa diz que as pessoas vão começar a sentir melhorias significativas no serviço prestado já a partir do próximo ano. Numa carta enviada ao site O Corvo, depois de denúncias quanto a avarias sucessivas de material circulante, a falta de equipamentos e falta de funcionários, a empresa pública tutelada pelo Governo anunciou um maior número de composições a circular nas diversas linhas, o que levará ao aumento da frequência de comboios e diminuição dos tempos de espera entre eles.

Segundo a https://staging2.shifter.pt/wp-content/uploads/2021/02/e03c1f45-47ae-3e75-8ad9-75c08c1d37ee.jpgistração do Metropolitano de Lisboa, citado pel’O Corvo, a empresa tem “actualmente um número maior de carruagens a circular, fruto do trabalho de recuperação de material circulante, realizado no corrente ano, após o desbloqueamento dos constrangimentos financeiros ocorridos desde 2011″, mas acrescenta que está impossibilitada de contratar mais maquinistas e operários até ao fim de 2017, fruto das restrições à contratação de vínculos laborais impostas pelo Orçamento de Estado em vigor.

“No decurso deste ano, foram substituídas mais de 550 rodas nos comboios, o que corresponde ao dobro do efetuado nos últimos cinco anos. Este esforço, muito significativo para a empresa, permitiu garantir a manutenção e disponibilização de 35 carruagens anteriormente imobilizadas por ausência de materiais, significando cerca de um terço da frota da empresa”, informa a transportadora.

No início de 2017, a Carris passou para as mãos da Câmara Municipal de Lisboa, mas o Metro de Lisboa continuou sob alçada do executivo central. Já foi anunciado um plano de expansão da rede, para ser concretizado até 2020, que incluí novas estações em Santos e Estrela, e a transformação da Linha Verde num trajecto circular. Mas, depois das autárquicas, o Bloco de Esquerda, que vai governar Lisboa com o PS, já propôs a renegociação com o Governo da expansão da rede de Metro, privilegiando, por exemplo, a criação de uma Linha Ocidental com paragens em Campolide, Amoreiras e Campo de Ourique.

Entretanto, o Governo já desbloqueou verbas para a melhoria da actual oferta do Metro de Lisboa. Além da reparação do material circulante, estão em curso trabalhos de reabilitação na estação dos Restauradores e de Odivelas, a estação dos Anjos já tem um novo átrio e a estação de Arroios está encerrada até 2019 para trabalhos de ampliação. Fruto do encerramento de Arroios, a Linha Verde tem, desde Julho, comboios de 6 carruagens em circular, o que permitiu aumentar o conforto naquele trajecto.

Foto de: Gil Randall/Flickr

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  • Jornalista, adepto de cidades humanas e curioso por ideias que melhorem o país. Co-fundei o Shifter em 2013, sou desde 2020 coordenador do projecto editorial Lisboa Para Pessoas.

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