Hackers afirmam ter quebrado o Face ID do novo iPhone X

Uma empresa de segurança vietnamita afirma ter conseguido desbloquear um iPhone X com uma máscara 3D de uma pessoa.

Quando é lançado um novo sistema de identificação, existe sempre alguma desconfiança ao início sobre a fiabilidade e segurança do mesmo. Foi assim com o Touch ID, mas a Apple acabou por ajudar a criar consenso quanto à impressão digital como a forma mais segura de desbloquear um telemóvel. Hoje estamos mais que habituados a colocar o dedo para entrar no nosso equipamento, seja ele de que marca for, em vez de digitar um PIN.

Agora, a Apple sugere a nossa face como forma de identificar o utilizador e deixá-lo entrar no seu equipamento – a tecnologia já existia em smartphones da Samsung, por exemplo, mas o sistema de reconhecimento desenvolvido pela Apple parece ser mais sofisticado, além de que pela primeira vez (no iPhone X) substitui o desbloqueio pela impressão digital.

Durante a apresentação do Face ID, a Apple afirmou ser mais seguro e fiável que o Touch ID. Mas a desconfiança existiu na mesma e a curiosidade em quebrar o sistema também. Foi o que fez um grupo de hackers, nomeadamente uma empresa vietnamita de segurança chamada Bkav. Foi criada uma máscara 3D de uma cara humana usando plástico, silicone, maquilhagem e imagens da pessoa visada no teste. Apontando um iPhone X previamente treinado com a cara real dessa pessoa para a sua máscara, o telemóvel foi desbloqueado em cerca de 5 minutos. O objecto 3D terá custado cerca de 150 dólares a ser construído.

Os investigadores explicam que os principais visados por este bloqueio forçado de iPhones não são utilizadores regulares, mas multi-milionários, líderes de grandes empresas, políticos e autoridades policiais. O processo está explicado em mais detalhe no blogue da Bkav e num artigo da Wired, e pode levantar questões pertinentes sobre a segurança e eficácia do Face ID. No passado, a Bkav testou os sistemas de reconhecimento facial em computadores de fabricantes como a Lenovo, a Toshiba e a Asus, tendo conseguido o desbloqueio dos mesmos usando reproduções simples 2D da cara dos utilizadores.

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