A Sociedade do Espetáculo de Guy Debord: um livro indispensável que podes descarregar aqui

Recuperamos o espírito situacionista e divulgamos livremente e sem copyright versões integrais deste livro.

Há obras maiores que os criadores e títulos maiores que as próprias obras e este é um exemplo perfeito – embora extremamente paradoxal – disso mesmo. Falamos da Sociedade do Espetáculo e do seu autor, falecido há precisamente 23 anos, Guy Debord. E falamos para devolver ordem aos parâmetros desta equação.

Francês, escritor com pendor para a sociologia e a análise e crítica social e cultura, Guy Debord foi um dos grandes contributos para o movimento intelectual que sustentou o Maio de 68. Fundou e colaborou com a Internacional Letrista e a Internacional Situacionista, duas revistas em que colaborou com diversos intelectuais europeus e publicou grande parte da sua obra.

Sociedade do Espectáculo é o título mais conhecido das suas criações e uma das mais profundas e críticas. De inspiração marxista, a obra tem como objecto de estudo a sociedade do século XX e os caminhos que se deixavam prever no que toca a produção social e cultural. Pela sua modernidade, o texto de Debord abrange, para além de Marx, uma série de outras influências – todas elas do quadrante da esquerda libertária como Mikhail Bakunin. Pode ser lido como uma crítica ao sistema capitalista mas atinge pela sua profundidade um nível dialético superior em fases em que Debord se debruça sobre os paradoxos da própria revolução.

É aliás essa profundidade e descomprometimento intelectual que conduzem Debord até a um nível de análise verdadeiramente avassalador. A relação do Homem com o mundo, a mediação das palavras, a complexidade e a idade das línguas ou a perspectiva que os homens têm da história são alguns dos temas onde a crítica acaba por incidir com distinção.

Debord apresenta neste livro uma síntese extraodinariamente lúcida duma série de ideias que nos permitem compreender os caminhos que nos trouxeram até aos dias de hoje. A obra divide-se em 9 capítulos compostos por pequenos textos sem qualquer tipo de vestígio narrativo, de uma escrita de ensaio bastante concisa. Cada capítulo inicia-se com pequenos prefácios, pedaços de outras obras que Debord escolheu para adornar de sentido a sua.

Foi publicado originalmente a 14 de Novembro de 1967 e desde então teve inúmeras traduções. Uma das quais, para português, elogiada pelo próprio Debord aquando da terceira reedição da obra em Francês.

No dia em que passam 23 anos sobre a sua morte, recuperamos o espírito situacionista que se pode ler nas primeiras páginas, por exemplo, da edição da Antígona e divulgamos livremente e sem copyright versões integrais deste livro:

“A Antígona declara que esta obra pode ser livremente reproduzida ou adaptada sem indicação de copyrght. Só esta atitude é coerente com a crítica e o espírito da Internacional Situacionista, da qual Guy Debord foi co-fundador.”

Português (do Brasil)
Inglês
Francês (original)