Os consumidores gostam tanto dos logótipos como os marketeers?

A Morning Consult em parceria com AdAge reuniu a opinião de especialistas em branding e consumidores, num estudo onde foram analisados 198 logotipos.

Os departamentos de Marketing e Comunicação das grandes empresas gastam todos os anos milhões de euros para idealizar, criar ou actualizar os seus logotipos. Sejam pequenas ou grandes alterações, as modificações na imagem das grandes marcas são como actualização de um algoritmo, que se pretende manter actual e, simultaneamente, coerente com o seu histórico e missão. Estas mudanças surgem através de exemplos disruptivos como o caso da Juventus, ou devagar, e com cautela, sendo o Facebook um bom exemplo dessa prática.

Este investimento e preocupação em torno da imagem da marca faz todo o sentido e é cada vez mais importante na relação com os clientes. As campanhas publicitárias são efémeras e de curta validade, pelo que, na maioria dos casos, o logotipo acaba por ser a peça gráfica com maior longevidade na organização, mesmo que possa sofrer upgrades ao longo da sua vida.

Mas será a percepção de quem orquestra e define a principal imagem de uma marca semelhante à de quem a consome? É óbvio que não e peço desde já desculpa pela pergunta retórica. Foi precisamente sobre a diferença da sensibilidade entre quem teoriza e quem “compra” que a Morning Consult se decidiu debruçar em parceria com AdAge. Para o efeito reuniu 1.296 especialistas em branding e 2.201 consumidores, que não trabalhem em marketing, num estudo onde foram analisados 198 logos, com possível classificação entre 0 e 5, com o objectivo de apurar estatisticamente a real dimensão dessa diferença.

Se chegar à conclusão de que os consumidores tem uma percepção diferente de quem cria o logo seria possível numa conversa de café com meia dúzia de amigos da área, fazer um top apresenta-se como uma tarefa mais complicada, tal como chegar a algumas das conclusões aqui evidenciadas. Logotipos como o da Coca-Cola, Apple, Target e McDonald’s são previsivelmente aplaudidos quer por profissionais como pelos consumidores. São marcas que investem e apostam substancialmente no design e coerência na comunicação dos seus produtos, algo que satisfaz os geeks da área mas também o cliente, que cria bastante empatia com as mesmas. A pouca presença de redes sociais no top das preferências é uma das grandes surpresas, com excepção ao Twitter, o pequeno passarinho azul que faz a delícia dos profissionais.

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