O anúncio sobre carros autónomos que a Google fez do Web Summit para o mundo

Esta terça-feira, a Waymo esteve no Web Summit, em Lisboa, onde anunciou a próxima etapa para os carros autónomos: torná-los acessíveis às pessoas comuns.

Notícias sobre mortes na estrada surgem recorrentemente nos nossos noticiários. Se calhar menos destaque têm as milhões de pessoas que estão incapacitadas de conduzir por serem cegas, idosas ou com outro tipo de condição física que as impossibilite. Para elas, a condução autónoma pode abrir uma nova janela de mobilidade. Estamos a falar de carros que não precisam de condutor, que se movem sozinhos entre um ponto A e um ponto B, restando aos passageiros apenas de dar a direcção.

Os carros autónomos não são tão futuristas quanto se possa pensar. Para termos uma ideia concreta, basta olhar para a Califórnia, estado que vai autorizar este tipo de veículos nas suas estradas sem qualquer pessoa no seu interior a supervisionar já a partir do proximo ano. Actualmente, já existem automóveis sem condutor nas ruas californianas – cerca de 40 empresas diferentes, como a General Motors ou a Waymo, têm estado a estar a tecnologia autónoma de condução mas com técnicos humanos dentro dos veículos caso alguma coisa corra mal.

A Google foi uma das primeiras empresas a explorar os carros autónomos. O projecto foi resposicionado, aquando da restruturação da gigante tecnológica que resultou na criação da umbrella Alphabet, para uma empresa dedicada – a Waymo. Esta terça-feira, a Waymo esteve no Web Summit, em Lisboa, onde anunciou a próxima etapa para os carros autónomos: torná-los acessíveis às pessoas comuns.

“É o começo de uma nova fase para a Waymo”, referiu director executivo da Waymo, John Krafcik. “Os carros de condução completamente autónoma já chegaram.” A empresa da Alphabet vai disponibilizar os seus veículos e a sua tecnologia a pioneiros que queiram usá-los no seu quotidiano – seja para ir para o trabalho, para levar as crianças à escola ou para sair à noite. Ou seja, num futuro muito, muito próximo, vão existir pessoas a ser transportadas em cidades norte-americanas em carros conduzidos unicamente por software.

Este programa da Waymo arrancará ainda no decorrer de 2017 na área metropolitana de Phoenix, no estado do Arizona. A empresa diz que, ao longo do tempo, a região abrangida será maior que a região de Londres e que vai adicionar mais veículos ao teste, disponível apenas por convite. Os participantes poderão requisitar automóveis através da  plataforma Waymo Driverless Service. “Pensem na nossa tecnologia como uma plataforma que pode ter várias aplicações”, disse John Krafcik. “Estamos a trabalhar para trazer este serviço comercial para o público. Ter acesso vai ser tão fácil como usar uma aplicação e o veículo leva-vos onde quiserem.”

A Waymo começou em 2009 dentro da Google e, ao longo dos últimos oito anos, esteve concentrada no desenvolvimento e aperfeiçoamento da tecnologia. Mais de 5,5 milhões quilómetros já foram percorridos em carros autónomos em 20 cidades norte-americanas. Em pistas privadas, foram montados mais de 20 mil cenários de teste diferentes, abrangendo casos raros e pouco usuais – mais de 15 milhões de quilómetros percorridos neste desenvolvimento, segundo a Waymo.

A divisão da Alphabet garante que a condução autónoma é mais segura que a condução humana, uma vez que elimina qualquer influência que possa existir no trajecto. A tecnologia deverá ser capaz de prever todas as situações de uma estrada e de agir em conformidade com o código vigente e a imprevisibilidade dos restantes elementos. Os carros da Waymo têm sistemas LIDAR, com radares e sensores infravermelhos que conseguem detectar objectos até 300 metros de distância. Os Waymo têm uma visão compreensiva de 360º, muito superior à de um condutor humano.

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