POSTER transforma Marvila numa galeria a céu aberto

É a segunda edição desta mostra pública naquela zona da capital e dura até 14 de Novembro.

Começou no sábado com o objectivo de criar nas ruas de Marvila, em Lisboa, “uma galeria pública a céu aberto”, possível pela colaboração entre os artistas convidados – são, no total, 25 intervenientes.

A designer norte-americana Jessica Walsh, o músico Sérgio Godinho, a ilustradora Kruella d’Enfer, o coreógrafo Rui Horta e a poetisa e argumentista Cláudia R. Sampaio são alguns dos nomes que constam da longa lista de convidados, aos quais se juntam ainda cinco pessoas que viram os seus trabalhos serem escolhidos por Bruno Pereira – “planificador artístico” por definição própria, e organizador do evento.

Da esquerda para a direita: HalfStudio, Collective WareHouse, Matilde Travassos

De acordo com a organização, a ideia é que “no fundo, que toda a gente possa passar e ver as peças dos artistas, músicos, ilustradores e escritores” que aceitaram as propostas que lhes foi feita, integrando o roteiro da exposição de arte urbana.

À semelhança da edição de 2016, Marvila continua a ser o pano de fundo, já que “é um espaço [com] paredes vazias, sem muita poluição visual e que (…) dá aso a contemplar as peças”, permitindo aos visitantes passear pelo local sem perturbações, ao mesmo tempo que transmite a noção de que “uma parede é mais [do] que uma parede”.

Da esquerda para a direita: Kruella d’Enfer, Atelier Mob, Margarida Veiga

As paredes são as telas da mostra multidisciplinar, patente até 14 de Novembro, em que o formato póster – anunciado, em comunicado, como “o meio de comunicação mais poderoso” – é também “um meio muito fácil de fazer” ao qual se associa “liberdade que dá para comunicar” e que conta com “mais de 300 anos de eficácia”, conclui Bruno Pereira.

A Galeria Francisco Fino e a Galeria Baginski fazem parte do roteiro, que inclui ainda os resultados da iniciativa MINI POSTER – um workshop liderado pela ilustradora Kruella d’Enfer, em associação com jovens acolhidos pela Casa Pia e pela Fundação Obra do Ardina.

Conhece todos os pormenores no site oficial da iniciativa.

Previous Alguns sites estão a usar o teu processador para ganhar dinheiro
Next E se te disséssemos que a privacidade só nasceu há 150 anos?