As bicicletas partilhadas que podes deixar em qualquer lado chegaram a Portugal

A chinesa Ofo lançou-se em Cascais, mas tem Lisboa na mira.

Da próxima vez que fores a Cascais, não estranhes ver bicicletas espalhadas pelas ruas sem estarem presas. São as bicicletas partilhadas da Ofo, uma empresa chinesa fundada em 2014 e avaliada hoje em mil milhões de dólares, com mais de 200 milhões de utilizadores em todo o mundo. Cascais será a 16ª cidade da Ofo, que quer expandir-se para outros territórios em Portugal, como Lisboa.

Vão ser 50 bicicletas sem assistência eléctrica e sem caixa de velocidades. Para usar uma destas bicicletas, é preciso desbloqueá-la com o telemóvel, através de uma app iOS e Android. Só tens de ler o código QR que está colado na bicicleta ou inserir o respectivo código na aplicação, para receberes depois um código numérico que desbloqueia o cadeado.

Uma vez feita a viagem, podes largar a bicicleta no ponto de destino, desde que bem estacionada e num lugar público. Numa fase posterior, a Ofo prevê criar parques específicos para as suas bicicletas (um “Preferred Parking Zone” ou PPZ) em Cascais. O pagamento é feito por cartão de crédito – o serviço custa 1 euro por cada 30 minutos de viagem. Se quiseres uma viagem grátis, podes utilizar o código Y03CfF.

Cascais será a porta de entrada da Ofo em Portugal. A empresa tem Lisboa na mira, mas só quando tiver as bicicletas assistidas electricamente prontas – o que deverá acontecer “no final de 2017”, adiantou Zhang Yanqi, durante a apresentação do serviço, esta quarta-feira, em Cascais. “Lisboa, por exemplo, é um mercado natural para nós, mas é uma cidade com muita inclinação e onde a nossa aplicação só poderá funcionar quando tivermos as bicicletas eléctricas”, disse, citado pelo Dinheiro Vivo.

O responsável adiantou que os serviços de partilha de bicicletas são ideais para distâncias entre os 500 metros e os 3 quilómetros. “Até aos 500 metros, as pessoas preferem fazer esse percurso a pé; a partir dos três quilómetros, são utilizados outros meios de transporte”, referiu.

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  • Jornalista, adepto de cidades humanas e curioso por ideias que melhorem o país. Co-fundei o Shifter em 2013, sou desde 2020 coordenador do projecto editorial Lisboa Para Pessoas.

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