Objecto estranho foi visto a atravessar o nosso Sistema Solar

É a primeira vez que objecto estranho, vindo de outro sistema solar, é detectado no Sistema Solar.

Fotografia Ilustrativa

Um asteróide ou cometa (A/2017 U1) com menos de 400 metros de diâmetro passou a grande velocidade pelo Sol no dia 18 de outubro. Com uma órbita hiperbólica, pode ser o primeiro objeto espacial vindo de outro lugar da galáxia.

A órbita hiperbólica (movimento com força suficiente para escapar à força gravitacional do Sol) poderia ter sido provocada pela força da gravidade de um grande planeta que acelera o movimento da rocha, mas não terá sido o caso. “Quando vemos a órbita no tempo, continua hiperbólica até sair do sistema solar – não houve proximidade com nenhum planta gigante que desse um avanço a esta coisa. Se seguirmos a órbita para o futuro, vai continuar hiperbólica. Por isso, vem de espaço interestelar e vai para espaço interestelar”, explicou Gareth Williams, do centro de astrofísica de Harvard que publicou a artigo sobre o novo objeto.

Fonte: NASA

O objeto pode ser o primeiro a vir de um outro sistema solar. “Se observações futuras confirmarem a natureza pouco comum da órbita, este objeto pode ser o primeiro caso claro de um comenta interestelar”, refere o relatório, de acordo com o The Guardian.

O objeto que intercetou a órbita de Mercúrio e passou por baixo do Sol, esteve a cerca de 37,7 milhões de km do Sol. Enquanto que é “praticamente certo que estamos a lidar com o primeiro visitante alien verdadeiramente identificado”, segundo o professor universitário Alan Fitzsimmons, a denominação continua por desvendar.

O professor adianta uma possibilidade de o objeto ter sido atirado durante a formação de planetas de outro sistema solar. Entre dúvidas sobre as origens do objeto, há quem defenda ainda que vem da região da nuvem de Oort, um lugar além da cintura de Kuiper. A região tem sofrido distúrbios que mandam material para dentro e para fora do sistema solar – algo que pode acontecer noutros sistemas solares.

No entanto, a composição da cintura de Kuiper costuma ser mais próxima à de um cometa e “Não há provas de que este objeto que se tenha comportado desta forma, todos os dados mostram-no como um ponto de luz, implicando que é mais um asteróide rochoso do que um cometa”, como explicou Alan Fitzsimmons.

A novidade passa por se tratar de um objeto de fora do nosso sistema solar. Há a teoria que deve haver rochas e gelo a voar entre as estrelas, mas nunca se tinha confirmado.

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