Anúncios de Facebook podem ter levado Trump ao poder

Rede social admite que anúncios pagos pela Rússia incidiram em estados chave para a eleição.

Foi através do Facebook que a influência pró-Trump se tornou num investimento de 100.000 dólares e 3 mil anúncios que aos olhos de 10 milhões de pessoas, podem ter influenciado o candidato em que foram votar.

Segundo a CNN,  as 470 contas falsas, operadas (alegadamente) a partir da Rússia tinham como foco o Michigan e Wisconsin, estados que assumiram um protagonismo relevante na vitória eleitoral do Presidente dos EUA. Roger Stone, numa das suas regras afirma que “Politics isn’t theater. It’s performance art. Sometimes, for its own sake.” De facto, Trump venceu a Hillary por pouco mais de 10.000 votos no Michigan e cerca de 22.700 no Wisconsin.
Em declarações à CNN, uma das fontes defende que enquanto uma grande quantidade de anúncios apareceu em áreas do país cujo “voto na matéria” eleitoral era reduzida, a outra estava claramente voltada para a influência da opinião pública nos campos de batalha mais disputados. Outra regra do Stone, “always keep the advantage”.

Os anúncios eram particularmente dirigidos a grupos democráticos-chave em ambos os estados e usavam mensagens divisórias, como críticas étnicas e estímulos de sentimentos antimuçulmanos. Segundo o Facebook, 44% dos mais de 3.000 anúncios foram vistos antes das eleições presidenciais norte-americanas de 08 de novembro de 2016 e outros 56% depois.

A investigação federal está a cargo do procurador especial Robert Muller que procura determinar se os russos receberam ou não alguma ajuda dos associados de Trump para a elaboração dos anúncios.

Também o Twitter anunciou na semana passada o encerramento de 201 contas ligadas aos mesmos operadores russos que publicaram milhares de anúncios políticos no Facebook. Os investigadores, tanto da equipa de Mueller como do Congresso norte-americano, pretendem saber como os operadores russos usaram o Facebook, Google, Twitter e outras redes sociais para semear a divisão e desinformação durante a corrida eleitoral à Casa Branca. Já diz Roger Stone, “attack, attack, attack, never defend”.

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