A RTP quer fazer com os documentários o mesmo que fez com as séries

Estação pública está a fazer dos documentários a sua segunda aposta estrutural.

A aposta da RTP na ficção nacional conheceu em 2016 contornos diferentes, com novas produções a estrear ao longo de todo o ano, de Terapia a Madre Paula. Nesta reentré (2017/18), as séries vão manter o protagonismo na grelha da estação pública, mas juntam-se os documentários como segunda aposta estrutural do canal.

“O caminho que apostámos seguir nas séries é direcionado agora para os documentários, sempre na aposta da diversidade”, garantiu Nuno Artur Silva, da administração da RTP, durante a apresentação da programação dos próximos meses. “Começámos à procura de documentários em vários países”, acrescentou o administrador, que referiu ainda que a RTP deixou de comprar documentários em pacote para passar a “escolhê-los a dedo”.

Documentários para todos os gostos

Os documentários vão integrar a grelha dos vários canais: a RTP 1 fará uma aposta nos grandes temas, a RTP 2 na cultura e a RTP 3 fica reservada à actualidade, com Women Of Freedom ou Goodbye Allepo. No trailer que foi apresentado, podemos ver Mars, uma produção do National Geographic que já está em exibição na RTP 1, canal que vai transmitir também a 2ª temporada de História de Deus e 2077, uma série da estação pública sobre o futuro nos próximos 70 anos e que já terá despertado o interesse de distribuidores internacionais.

Na RTP 2 vai passar os documentários Rosas da Emera, de Luís Filipe Rocha, Portugal Que Dança, sobre 16 coreógrafos portugueses, ou Vasco Gonçalves: O General No Seu Labirinto, uma biografia sobre o primeiro-ministro do período do PREC. As biografias são, aliás, uma das apostas da RTP a curto e longo prazo: estão previstos documentários sobre Natália Correia, Raúl Brandão, Rosa Mota, Eduardo Pinto Coelho, Porfírio Pardal Monteiro, Mário Pinto Andrade, José Augusto França e Cláudio Torres, entre outros.

Nuno Artur Silva reforçou a intenção da RTP em, mais que ir buscar os melhores documentários lá fora, apoiar e exibir produções nacionais, indicando que existe um canal no serviço público para todas elas, numa aposta que se estende à RTP Memória e RTP África.

17 séries de ficção desde 2016

Quanto às séries de ficção, o administrador referiu que a RTP veio preencher uma lacuna em Portugal, a não existência de uma produção regular de séries, e que com esta aposta da estação realizadores, produtores e argumentistas independentes ganharam um espaço para dar corpo às suas ideias. “Desde Janeiro de 2016, a RTP foi emissora e co-produtora de 17 séries. Isto significa que alguma coisa está a mexer na produção audiovisual”, rematou.

Além de 1986, da autoria de Nuno Markl, vão chegar à RTP 1 e RTP 2 as séries País Irmão, uma sátira ao mundo das novelas luso-brasileiras, que conta com a participação de Nuno Lopes; A Criação, da autoria de Pedro Bidarra, uma fábula de 10 episódios com pessoas e animais sobre a indústria criativa e as artes comerciais; e 4Play, para o público juvenil.

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