Programação chega às escolas portuguesas

Aulas serão obrigatórias no ano lectivo 2017/18. Por agora, existe um projecto-piloto a decorrer.

O Ministério da Educação vai tornar obrigatório o ensino de programação em todas as escolas de ensino básico em Setembro de 2018. Para já, neste ano lectivo que está prestes a começar, a disciplina chegará a centenas de escolas públicas e privadas através de um projecto-piloto do Governo e de uma iniciativa da start-up Academia de Código.

A partir do ano lectivo 2018/19, os alunos do 2º e 3º ciclos vão passar a ter aulas de robótica e programação. A matéria será incluída na disciplina de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), que vai ser reformulada e tornada obrigatória no âmbito do plano de Autonomia e Flexibilidade Curricular, conforme refere o Dinheiro Vivo.

Para já, o piloto “Programação e Robótica no Ensino Básico” conta com a adesão de 628 escolas, estando abertas até 15 de Setembro as inscrições para agrupamentos escolares e instituições de ensino particular. Esta iniciativa decorre da implementação do projecto-piloto “Iniciação à Programação” no 1º ciclo, que, de acordo com o Ministério da Educação, envolveu mais de 70 mil alunos entre 2015 e 2017.

As actividades de “Programação e Robótica no Ensino Básico”, dirigidas a alunos do 1º ao 9º ano de escolaridade, poderão ser dinamizadas “na Oferta Complementar, nas Actividades de Enriquecimento Curricular, ou na Oferta de Escola”, lê-se na página web do piloto, que conta com o envolvimento da Universidade de Évora, do Instituto Politécnico de Setúbal, da Associação Nacional dos Professores de Informática e da Microsoft.

Fonte da Direção-Geral de Educação (DGE) disse ao Dinheiro Vivo que esta iniciativa do Governo “visa dar mais autonomia às escolas que se querem adaptar aos empregos do futuro”.

Já a Academia de Código, start-up que nasceu em Lisboa para nos ensinar a programar, abriu 50 mil vagas para a sua Academia de Código Júnior. Esta iniciativa, apoiada pela DGE, permite a escolas do 1º e 2º ciclos inscreverem-se para ter aulas da Academia integradas nos seus planos de ensino. Nelas os alunos poderão aprender não a usar tecnologia mas a criá-la, aprendendo conceitos importantes como o de algoritmo.

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