A sensibilidade não tem idade, Mac Ayres é prova disso

Drive Slow é a banda sonora perfeita para quem quiser relaxar e começar Setembro em modo slow. 

De volta ao trabalho há uma tarefa indispensável: procurar os melhores lançamentos do Verão, enfiá-los numa playlist e esperar que nos surpreendam e entretenham neste difícil regresso. Foi resultado desse ritual que Mac Ayres, de apenas 20 anos, aterrou na nossa secção de descobertas com o seu trabalho de estreia, Drive Slow.

Com 9 faixas – que fluem uma a seguir à outra, tornando-se difíceis de categorizar, por estilos com o Soul e o R&B, a que se juntam deliciados apontamentos de Jazz ou Hip Hop –, Drive Slow é um balão de oxigénio ou um pretexto para respirar fundo e ouvir o bater do coração.

O jovem nova-iorquino notabilizou-se no SoundCloud e já teve passagens por rádios online como a Soulection, onde a sua emoção não passou indiferente. Os cerca de 30 minutos que dura o seu EP de estreia, escrito e produzido por si, apontam-no como um caso sério de criatividade a seguir no futuro.

Elegância numa voz sensível, arranjos e melodias intemporais tocadas ao teclado, a que se junta um beat moderno, selo da actualidade sonora, são a receita para um dos projectos mais frescos do Verão de 2017.

A Pigeons & Planes também não deixou Mac Ayres passar despercebido e é numa entrevista à revista que podemos conhecer mais sobre o seu percurso e navegar pelas suas influências. Dedicado à música desde os 11 anos, Mac resume as suas influências a três grandes nomes: Stevie Wonder, D’Angelo e J Dilla, que, de resto, podemos sentir ao longo do registo.

Drive Slow pretende ser, segundo o autor, uma metáfora para a vida que “muitos levam depressa demais”. Mais do que um conselho ou uma mensagem poética, Drive Slow é a banda sonora perfeita para quem quiser relaxar e começar a viver em modo slow. 

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