O teu iPhone vai ser um portal para a realidade aumentada

Se tens Android, também não ficarás fora da magia.

Em Junho, a Apple não anunciou apenas um novo iOS – revelou os planos para transformar milhões de iPhones e iPads em equipamentos de realidade aumentada, capazes de alterar a forma como percepcionamos digitalmente o mundo físico em nosso redor.

Com o jogo Pokémon Go, que virou febre em 2016, a realidade aumentada (AR) ganhou uma popularidade nunca antes vista numa aplicação relativamente simples. Agora, com o ARKit da Apple, integrado no futuro iOS 11, os programadores têm a oportunidade de criar novas experiências que explorem esta tecnologia. São centenas de milhões de potenciais utilizadores, uma oportunidade forte para muitas marcas e empresas.

O ARKit é uma framework com a qual os programadores têm podido “brincar” ao longo dos últimos meses, antecipando-se ao lançamento público do iOS 11, que deverá acontecer em meados deste mês de Setembro. Com o ARKit e respectivas aplicações, os utilizadores não vão precisar de ter uns óculos especiais para entrar no mundo da AR – apenas o telemóvel que já têm no bolso e as apps que estão habituados a descarregar da App Store.

A conta de Twitter @MadeWithARKit tem partilhado diversos projectos com o ARKit:

Outras experiências com ARKit podem ser vistas no Instagram de @zach.lieberman, um artista e programador que se tem entretido a explorar esta nova tecnologia.

Here's @jonburgerman drawing with an arkit app I am working on #openframeworks

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Exploded peanuts (reshot) #openframeworks

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Serão experiências de AR mais simples que aquelas que poderemos encontrar com os HoloLens, óculos da Microsoft, mas mais complexas que as que já podemos usar no Snapchat, Instagram Stories ou Facebook Camera (sim, aqueles efeitos animados que colocas nas tuas fotos ou vídeos são tudo resultado de AR).

As apps que usam o ARKit recorrem à câmara do iPhone/iPad para processar o mundo físico em redor, analisá-lo e inserir os objectos virtuais em cima dele. Os programadores têm à sua disposição tecnologias que permitem captar o movimento do dispositivo numa sala de forma a que as experiências virtuais se movam em conformidade, bem como detectar planos horizontais como mesas e pisos onde os objectos podem ser colocados. O ARKit também faz uso do sensor da câmara para estimar a luz disponível no espaço de forma a fazer uma correcta iluminação dos itens virtuais (algo que o Snapchat ou o Facebook – ainda? – não faz bem).

IKEA, Giphy e The Walking Dead são algumas das marcas que estão a apontar ter experiências com o ARKit no dia um do iOS 11. Quanto ao The Walking Dead (sim, a série), já falámos do que aí vem aqui, mas o TechCrunch mostra mais pormenores de um jogo que pode virar nova febre ao estilo de Pokémon Go. A aposta do Giphy passa por fazer fotos ou vídeos com uma espécie de autocolantes animados. E a IKEA está a preparar uma forma de pré-visualizar os móveis na nossa casa antes de os comprarmos.

Abrindo o ARKit a todos os programadores, a Apple pode não só estar a colocar a AR nas mãos de milhões de utilizadores de iPhone/iPad, como a criar o maior e mais completa ecossistema de aplicações de realidade aumentada. Mas a empresa da maçã não estará sozinha neste campeonato. Contará com a Google e o seu ARCore.

O ARCore é um SDK que permitirá aos programadores integrar a realidade aumentada nas suas apps Android, o maior sistema operativo móvel do mundo. A tecnologia é parecida com a da Apple e estará disponível em diferentes telemóveis, a começar pelo Pixel e pelo Galaxy S8. A Google diz estar a trabalhar com fabricantes como a Samsung, a Huawei, a LG e a Asus para expandir e optimizar o ARCore nos seus equipamentos.

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