Houseparty: a próxima app que o Facebook quer copiar

Aplicação que permite realizar chats de grupo em vídeo antecipou-se à investida de Mark Zuckerberg.

Depois de perceber que o Meerkat não ia a lado nenhum, o fundador da aplicação decidiu largar o negócio do livestreaming (que já estava bem preenchido pelo Twitter/Periscope e Facebook Live) e apostar em algo diferente: chats de grupo em vídeo.

O Houseparty é uma aplicação para telemóvel que te permite juntar várias pessoas num mesmo chat de vídeo, de forma espontânea. Abres a aplicação, escolhes os amigos que queres no chat (clicando no botão “hi”) e eles podem juntar-se imediatamente à conversa. Qualquer utilizador pode convidar outros para uma sala de conversação onde cabem, no máximo, 16 pessoas.

São 20 milhões os utilizadores que já usam Houseparty, de acordo com dados revelados ao Buzzfeed News. Em média têm cerca de 23 amigos, lê-se no blogue, e cada sessão de chat dura 51 minutos. São números sólidos, refere o Buzzfeed News, mas a empresa precisa de reforçar as funcionalidades da sua aplicação para não sofrer com a iminente ofensiva do Facebook.

A equipa de Mark Zuckerberg estará a preparar um clone do Houseparty – uma app com o mesmo propósito (chats de grupo em vídeo) e com a mesma filosofia da espontaneidade (a qualquer momento pode ser criado um chat; a qualquer momento um novo amigo pode juntar-se a uma conversa). O clone, que internamente tem o nome de código “Bonfire”, pode ser lançado repentinamente mas o Houseparty já está a antecipar-se.

A mais recente actualização da app vem com uma funcionalidade que pretende “prender” os utilizadores. Chama-se Groups e é a pensar naqueles chats regulares, seja para discutir futebol, trabalhar em grupo ou conectar com familiares. “Isso pode ajudar a manter utilizadores que poderiam ser tentados a mudar para um serviço similar do Facebook”, escreve Alex Kantrowitz, jornalista do BuzzFeed News.

Num grupo, além do chat de vídeo, os utilizadores têm janela através da qual podem trocar mensagens de texto.

“Nas outras redes sociais as interacções não são sincronizadas, mas pontuadas por gostos, corações, comentários e públicos, tudo disponível para escrutínio e consumo público”, lê-se no blogue do Houseparty. “Em vez disso, no Houseparty, os nossos utilizadores têm redes menores de pessoas com quem querem conversar regularmente.”

Previous Lisboa debaixo de olho para centro de operações de empresa desregulada
Next Se o Império Romano fosse um mapa de metro