Bicicletas partilhadas de Lisboa começam a “girar” esta terça-feira

Serviço vai ser lançado primeiro no Parque das Nações e será estendido faseadamente ao resto da cidade.

Depois da fase piloto ter sido lançada em Julho passado, muita coisa mudou. O Lisboa Bike Sharing ganhou um novo nome e uma nova marca – Gira. As bicicletas foram redesenhadas com base no feedback dos milhares de utilizadores, mais estações foram instaladas por toda a cidade e o serviço está agora a ser ultimado para ser lançado por toda a cidade.

A Gira chega oficialmente esta terça-feira, dia 19, mas só estará disponível no Parque das Nações, na zona onde decorreu a fase piloto. O sistema de bicicletas partilhadas de Lisboa será alargado gradualmente a toda a cidade, garantiu esta manhã, Luís Natal Marques, presidente da EMEL, empresa que detém a gestão da Gira. “Até final de Outubro” deverão estar operacionais as prometidas 1410 bicicletas e 140 estações.

As primeiras estações fora do Parque das Nações começaram a ser instaladas no início de Agosto, um processo que acabou por demorar mais tempo que o esperado devido a pressões relacionadas com o estacionamento automóvel. “Tivemos uma reacção destemperada de algumas freguesias”, diz Luís Natal Marques, referindo-se aos lugares de estacionamento perdidos com a instalação de estações da Gira. “Tiveram de ser feitos alguns ajustes [ao plano inicial], na minha perspectiva, erradamente.” O presidente da EMEL acrescenta que esse plano era equilibrado, uma vez que previa cerca de 1300 bicicletas em passeio e 1200 em lugares de estacionamento.

Entre Agosto e Setembro, algumas estações já instaladas foram relocalizadas para não ocupar lugares de estacionamento, ocupando agora zonas de passeio perto dos sítios onde inicialmente tinham sido colocadas. Neste momento, ainda não estão na rua as 140 estações da Gira.

Desde a fase piloto, a EMEL, em conjunto com a Órbita, empresa que fabrica as bicicletas para o serviço, foram melhorando os veículos que estarão disponíveis ao serviço da Gira. Campainhas mais sólidas e ruídosas, selins mais fáceis de regular, cabos eléctricos protegidos, suporte para telemóvel, carregador USB (só funciona com a bicicleta em andamento), pneus um pouco mais largos e uma mudança (para quando queres desligar o apoio eléctrico da bicicleta) são os principais melhoramentos a apontar.

A Gira vai custar 10 euros/dia, 15 euros/mês ou 25 euros/ano. De acordo com a EMEL, nesta fase de lançamento, as viagens não serão cobradas (0,10 euros para bicicletas tradicionais ou 0,20 euros para bicicletas electricamente assistidas), pelo que se forem respeitados os 30 minutos de cada viagem não existem custos para além da aquisição do passe diário, mensal ou anual. No caso de excedidos os 30 minutos, paga-se 1 euro pela primeira meia hora adicional e 2 euros pelas restantes. O pagamento pode ser feito através de PayPal, referência de multibanco ou saldo ePark, caso o utilizador tenha esse serviço.

As bicicletas da Gira estarão disponíveis entre as 7h00 e as 24h00. O acesso ao serviço será feito através de uma aplicação que estará disponível a partir desta terça-feira nas lojas Android e iOS. Podes encontrar mais informações no site oficial da Gira.

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