Alimentos em fim de prazo vão ter uma segunda vida

A Estratégia e Plano de Ação prevê a criação de uma plataforma colaborativa que cruze oferta e procura.

Em Portugal, todos os anos são desperdiçados um milhão de toneladas de alimentos, isto é, 96,8 quilos por pessoa. Dados que devem preocupar num país onde cerca de 29% das crianças vive em risco de pobreza e tornam imperativo o desenvolvimento de novos sistemas de distribuição de alimentos mais eficazes.

Segundo avança o Jornal de Notícias os produtos alimentares em final de prazo podem vir a ter um espaço próprio nos supermercados. A medida integra o plano de ação de combate ao desperdício alimentar, em consulta pública até ao dia 29 de setembro.

O principal objetivo desta medida é proporcionar aos produtos alimentares próximos da data limite de validade um circuito comercial que assegure o seu consumo. Em Portugal são várias as iniciativas que apostam na redução do desperdício alimentar. Organizações como a Refood ou a Fruta Feia são exemplos de como as sobras dos restaurantes ou frutas e legumes que não sejam considerados “bonitas” podem e devem ter um final digno. A Estratégia e Plano de Ação prevê ainda a criação de uma plataforma colaborativa que cruze oferta e procura.

Os Objectivos da Comissão Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar, podem ser encontrados online e são: 

  1. Diagnóstico, avaliação e monitorização sobre o desperdício alimentar a nível nacional
  2. Identificar as boas práticas existentes a nível nacional e internacional âmbito do combate ao desperdício alimentar
  3. Sistematizar os indicadores de medida do desperdício alimentar nas diferentes fases da cadeia alimentar, de acordo com metodologias ao nível da União Europeia e da OCDE
  4. Promover o envolvimento de entidades da sociedade civil, com iniciativas já desenvolvidas neste âmbito
  5. Promover a criação e desenvolvimento de uma plataforma eletrónica que assegure a gestão interativa dos bens alimentares com risco de desperdício
  6. Propor medidas de redução do desperdício alimentar que integrem objetivos de segurança alimentar, educação escolar, saúde pública, combate à pobreza e de boas práticas na produção, na indústria agroalimentar, na distribuição e no consumo
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