Natural Cycles: o algoritmo da fertilidade

Um metódo contraceptivo sem aditivos.

Desde há umas boa décadas que as mulheres medem a sua fertilidade através da temperatura corporal. A cientista sueca do Cern, Elina Berglund Scherwitzl, desenvolveu uma aplicação para monitorizar a sua fecundidade, com resultados impressionantes. O sucesso foi tanto que actualmente, centenas de mulheres usam a Natural Cycles quer para prevenir, quer para planear uma gravidez.

Como funciona?

A aplicação funciona à base de um algoritmo que analisa a temperatura do corpo para identificar a altura precisa do ciclo em que a mulher está, e quando precisa de usar protecção para não engravidar.
Os ciclos variam de mulher para mulher. No entanto, só é possível engravidar até 6 dias num ciclo – a Natural Cycles encontra esses dias.

Passo 1: Arranjar um termómetro com duas casas decimais – não é igual a um daqueles que usamos para medir a febre, numa farmácia saberão informar-te.

Passo 2: Colocar o termómetro debaixo da língua, o mais possível para trás e ligar. Quando soar o “beep” retira-se e insere-se o valor na aplicação.

Esta medição deve ser feita de manhã, antes de sair da cama.

A partir daí, os dias podem ser dias verdes – não é necessária a utilização de protecção, ou dias vermelhos – é recomendado o uso do preservativo para evitar a gravidez.

Nível de eficácia

O algoritmo da Natural Cycles não se limita a estudar a temperatura corporal, tem em conta outros factores como a sobrevivência do esperma, a ovulação, irregularidades do ciclo e flutuações de temperatura.
Assim, a eficácia da aplicação é elevada. No entanto, existem excepções à regra (índice de Pearl – 7 em 100 mulheres engravidaram num ano – quer por irresponsabilidade nos dias vermelhos, quer por erro na aplicação).

Segundo a cientista, o grande objectivo, agora motivo de orgulho, era desenvolver um método contraceptivo livre de efeitos secundários – desde o aumento de peso, ao desenvolvimento de acne, etc.

Elina diz-nos que a Natural Cycle, para além de ser 100% natural, “traz segurança e eficácia, só não traz efeitos colaterais”.

Contudo, é importante salvaguardar que esta aplicação NÃO ajuda a proteger, de maneira nenhuma, a propagação das doenças sexualmente transmissíveis (DST).

Texto de: Susana Martinho
Editado por: Rita Pinto

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