Um aparelho que monitoriza o teu sono sem te tocar

Um grupo de investigadores do MIT criou um aparelho capaz de monitorizar o sono remotamente.

monitorizar o sono remotamente.

Um grupo de investigadores do MIT desenvolveu um aparelho capaz de monitorizar o sono de uma pessoa sem sequer lhe tocar. O sistema que criaram usa ondas de rádio para detectar mesmo o mais ligeiro movimento do corpo (incluindo respiração e ritmo cardíaco), analisado essa informação e determinado o estágio de sono correspondente: leve, profundo ou REM (sigla para “movimento rápido dos olhos”, é a fase do sono na qual ocorrem os sonhos mais vívidos).

“Imagina que o teu router Wi-Fi sabe quando estás a sonhar e consegue saber se estás a ter tempo suficiente de sonho profundo, necessário para a consolidação da memória”, diz em comunicado Dina Katabi, que liderou esta investigação. “O nosso objectivo é desenvolver sensores de saúde que passam despercebidos e que são capazes de capturar sinais fisiológicos e métricas importantes, sem pedir ao utilizador que altere seu comportamento de forma alguma.”

Na mesma nota, Katabi explica que as ondas de rádio do seu aparelho não garantem sempre os resultados mais precisos, pelo que com a sua equipa desenvolveu um algoritmo de aprendizagem automática que consegue identificar os diferentes estágios de sono na confusão de informação captada pelo dispositivo. O algoritmo foi treinado com uma base de dados de sono de 25 indivíduos correspondente a 100 noites. Este processo de aprendizagem ajudou o sistema a aprender quais os dados estranhos e quais os relevantes para a monitorização do sono.

O aparelho de Katabi é notável porque não precisa de estar ligado à pessoa e esta também não tem de mexer nele. “Basta pendurá-lo na parede, esquecê-lo e ele simplesmente trabalha, dando-te dados”, explica a investigadora. O dispositivo não será comercializado – em vez disso, vai continuar a ser desenvolvido em parceria com o Massachusetts General Hospital, nos Estados Unidos, para estudar como determinadas doenças afectam o sono, nomeadamente Parkinson, depressão e Alzheimer.

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