Migraine Buddy: uma app constante para manter o doutor distante

Houve um tempo em que eram os nossos pais a cuidar de nós. Depois foram os médicos. Agora é a tecnologia.

A Migraine Buddy é uma aplicação que funciona como um diário do paciente que sofre de enxaqueca. Pode ser também vista como um médico ao domicílio, já que cada vez que a doença ataca, ele está lá para ajudar. Tudo o que precisas é de um dispositivo pessoal onde possa registar os episódios, e deixar a tecnologia cuidar de ti.

Uma visão geral dos factos

A enxaqueca é uma doença crónica que afeta mais de mil milhões de pessoas, o que faz dela a terceira maior doença mundial. Mais de 4 milhões de adultos sofrem de enxaqueca por dia. Para além disto, mais de 90% dos doentes não consegue ter um funcionamento normal durante os períodos afetados.

Principais sintomas e consequências

Segundo o site oficial da Migraine Buddy, as principais causas de enxaqueca são o stress, o mau estar cervical, a falta de sono e a desidratação, o que resulta frequentemente num aumento exponencial da sensibilidade aos locais luminosos, dores no pescoço, fadiga, intolerância ao barulho, náuseas, e por aí fora.

Migraine Buddy: Uma aplicação revolucionária

A Migraine Buddy propõe-se a funcionar como um diário do paciente que sofre de enxaqueca. Pode ajudar a identificar sintomas e padrões e acompanhar as respostas à medicação. Segundo Rebekah Aitchison, porta-voz da Migraine Action, em declarações ao The Guardian a forma tradicional de registar e acompanhar sintomas e padrões alimentares num diário pode ser difícil.

“Os disparadores podem demorar 24 horas para causar uma enxaqueca. Os aplicativos permitem que as informações condensadas sejam armazenadas para que você possa mostrar uma GP rapidamente. Encontrar sintomas evitáveis ​​é a chave – pode ser demasiado tempo de sono, padrões alimentares ou um alimento específico. Não é apenas uma questão de encontrar um comprimido e bish, bash, bosh. E se você apenas pesquisar por enxaqueca no Google, que varia de sintomas leves aos que se assemelham a um acidente vascular cerebral, pode ser muito assustador”.

Como funciona?

Após ser descarregada para um dispositivo pessoal, é necessária a criação de um perfil para ajudar a aplicação a “cuidar” do paciente. São feitas perguntas sobre o género e aspeto físico, e é também aí que fica o histórico de enxaquecas, os registos de cada episódio e ainda as horas de sono.
Aquando do início da enxaqueca, registam-se as horas do começo, e quando terminar, as do fim. Os passos seguintes podem ser realizados no momento, ou ser agendados para depois, ficando ao critério do utilizador. Numa escala de 1 a 10 pergunta-se ao paciente qual é a intensidade da dor infligida, correspondendo o 1 a uma dor ligeira e o 10 a uma dor insuportável.
É pedida também a localização da dor e onde começou (através de um desenho interativo da cabeça, para a pessoa identificar o local).

Segue-se a medicação que foi tomada e quais os métodos utilizados para combater a enxaqueca – desde banhos e bebidas quentes, ao sono, cafeína, entre outros. A aplicação pede ao paciente que identifique os sintomas, questiona se sentiu a enxaqueca a vir, o local onde estava quando começou o episódio (casa, trabalho, escola, etc.), e se consegue adivinhar a causa do mesmo – seja o stress, dores musculares, congestionamento nasal, dores nos maxilares ou outros indícios.
Quando a enxaqueca finalmente dá tréguas pergunta-se ao paciente o que o ajudou a passar e é apresentado um relatório final, acompanhado de uma secção de notas para adicionar o que for pertinente.
À medida que os episódios vão ocorrendo, é feito um balanceamento geral dos pontos-chave das enxaquecas.

A aplicação pode ser ainda utilizada como rede social, uma vez que permite adicionar amigos com a mesma doença, o que segundo vários utilizadores transmite conforto e serve como um lembrete de que a pessoa não está sozinha nisto.

Resultados

Os utilizadores da aplicação Migraine Buddy revelam que houve uma evolução positiva na comunicação com o seu médico, uma facilidade na identificação dos sintomas, em evitar a enxaqueca e na descoberta dos melhores tratamentos.

Texto de: Susana Martinho
Editado por: Rita Pinto

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