Eis o cachorro dançante, a “maior estrela” do Snapchat

O filtro de realidade aumentada foi a única boa notícia no último trimestre para o Snapchat.

A Snap, empresa dona do Snapchat, teve resultados decepcionantes no segundo trimestre de 2017. O número de utilizadores diários na aplicação subiu apenas 4,2% para 173 milhões. E as receitas de 181,6 milhões ficaram também àquem das expectativas de Wall Street e dos investidores – no total, entre Abril e Junho, a Snap perdeu cerca de 443 milhões de dólares. Os Spectacles não ajudaram as contas da empresa, tendo sido vendidas menos de 42 mil unidades dos óculos de realidade aumentada.

Neste cenário pouco animador, Evan Spiegel, CEO da Snap, tentou dar algum consolo aos investidores. “O nosso cachorro dançante é provavelmente a maior estrela de realidade aumentada do mundo”, disse na apresentação dos resultados trimestrais. O cachorro dançante a que Evan se refere é um dos múltiplos filtros de realidade aumentada com que os utilizadores dos Snapchat podem brincar. São objectos virtuais que podem ser sobrepostos ao mundo físico e partilhados através de snaps com os amigos. O executivo acrescentou que o cachorro foi visto a dançar mais de 1,5 mil milhões de vezes no Snapchat.

Para experimentares o cachorro dançante, tens de pressionar durante alguns segundos no ecrã enquanto tens a câmara do Snapchat aberta, de forma a aparecerem os vários filtros disponíveis. Com um deslize para a esquerda, percorres os vários filtros até aparecer aquele que pretendes. Depois só tens de localizar o cachorro no espaço onde te encontras e gravar.

A realidade aumentada tem sido uma das apostas fortes do Snapchat, numa tentativa de superar as mazelas provadas pelo Instagram. Mas este é um caminho pantanoso também – através do ARkit e o iOS 11, a realidade aumentada vai chegar a milhões de iPhones e iPads; e o Facebook também tem planos muito ambiciosos neste campo, através das câmaras incutidas nas suas aplicações.

Nos últimos meses, além da realidade aumentada, o Snapchat ganhou outras funcionalidades inovadoras – como o Snap Map –, mas sabemos que, no final do dia, quem comanda em Silicon Valley é o dinheiro. E a Snap, mais que a Apple ou o Facebook, precisa de surpreender em bolsa e os investidores.

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