Snap Map: uma das melhores ideias tecnológicas dos últimos meses

Mesmo com a concorrência apertada do Instagram, o Snapchat mantém-se firme e a inovar.

snapchat snap map

Usamos mapas para nos orientarmos e sabermos o que há de relevante à nossa volta. Por isso, o Snapchat não poderia ter escolhido melhor formato que o mapa para organizar os snaps que os seus 166 milhões de utilizadores estão a partilhar pelo mundo fora.

Diariamente os conteúdos publicados nas redes sociais são incontáveis. Entre posts, tweets e stories, partilhamos incessantemente o que se passa em nosso redor, mas num mundo tão conectado continuamos conseguimos simultaneamente sentirmos-nos tão desconectados. É que, por mais conteúdo que partilhemos, ele não é valorizado pelos os motores de busca – é difícil uma pesquisa no Facebook, Twitter ou Instagram mostrar-nos o que está a acontecer à nossa volta naquele determinado instante. Imagina um mapa onde pudéssemos facilmente ver não só os snaps produzidos em cada local, mas também os posts, os tweets e as stories.

O Snap Map não é esse mapa. Não tem posts nem tweets, apenas snaps e stories do Snapchat. Mesmo assim, oferece-nos uma visualização simples do que está a acontecer em tempo real no planeta, captado pelos smartphones que viajam diariamente nos bolsos e partilhado na aplicação que, mesmo com a concorrência apertada do Instagram, se mantém firme. Através de escala térmica, podemos ver num mapa onde estão a ser produzidos mais snaps, ampliar nesses locais e clicar para ver as fotos e vídeos específicos. As zonas mais quentes (de tons vermelhos) são tendência; as zonas mais frias (de tons azuis) têm actividade no Snapchat mas esta é menos relevante. Por exemplo, poderás ver toda a baixa lisboeta pintada de azul mas ter epicentros vermelhos na zona do Bairro Alto e do Cais do Sodré, principalmente de noite.

Durante último NOS Alive, se podias ampliássemos o Snap Map em Algés, conseguíamos identificar facilmente os três principais palcos do festival e clicar em cada um para ver os snaps partilhados especificamente lá. O conteúdo que pode ser visto no Snap Map é aquele que os utilizadores partilham publicamente através da Our Story, a história comunitária do Snapchat. Uma equipa do Snapchat é responsável por fazer um filtro prévio das fotos e vídeos acessíveis, garantindo que acontecimentos como ataques terroristas sejam manualmente curados e contextualizados e que discurso de ódio e imagens íntimas partilhadas sem consentimento não apareçam no mapa.

O Snap Map é uma boa ideia tecnológica – aliás, uma das melhores que vimos surgir nos últimos meses. Isto porque humaniza e aquece a tecnologia, que é tantas vezes fria, e porque pode de facto aproximar o mundo, criando um sentido de união e de comunidade global. Através do Snap Map podemos explorar eventos próximos como a reunião política do G20 e a Volta a França em bicicleta, mas também encontrar uma galeria de arte na Arábia Saudita, descobrir um jogo de futebol no Paquistão com o craque brasileiro Ronaldinho ou espreitar o turismo na Grande Barreira do Coral.

Os eventos identificados pelo Snapchat aparecem assinalados em círculos, mas podes clicar em qualquer parte do mapa para ver snaps aleatórios desse sítio. Em minutos, podes começar em Luanda, ir até à Síria ou uma cidade russa e terminar na Jamaica.

Além de conteúdo público, o Snap Map permite ainda visualizar os snaps e stories partilhados em privado pelos nossos amigos. No mapa, aparecem os avatares dos amigos que decidiram partilhar a sua localização e podemos ver o que estão a publicar. A partilha de localização do Snapchat está desligada por defeito na aplicação e, depois de activada, pode ser desactivada a qualquer instante (para tal é preciso entrar em Modo Fantasma).

Para chegar ao Snap Map, basta fazer o gesto de “zoom out” quando abre a aplicação e aparece o mapa da sua localização. A funcionalidade está disponível nas versões mais recentes da aplicação para Android e iOS.

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