Europa Sobre Rodas: viagem pelos Balcãs #15

Quando saímos da Grécia, subimos pelo litoral até Itália, onde passamos por alguns dos países dos Balcãs.

Montenegro

Quando saímos da Grécia, subimos pelo litoral até Itália, onde passámos por alguns dos países dos Balcãs. Estivemos alguns dias a viajar pela Albânia e assistimos a um grande contraste entre a região norte e sul do país. Na região do litoral sul encontrámos muitas praias lindas e paradisíacas, algumas com uma enorme concentração de turistas. Na região norte, a zona das praias parecia estar ainda em desenvolvimento e não tanto direccionada para os turistas estrangeiros. Há muita gente a viver do trabalho na terra, vimos muitos albaneses com bancas só de melâncias, umas atrás das outras, pessoas só a venderem mel e outras só a venderem milho assado; isto sempre à beira das estradas. Neste país, viajámos muitos quilómetros em montanha e sempre às curvas, a subir e a descer. Foi lá que fizemos a nossa maior subida com a auto-caravana.

Praia na Albânia

Estivemos numa nascente natural chamada “Blue eye”. A nascente vem de debaixo da terra, com uma enorme pressão e tem um tom de azul muito bonito numas zonas e noutras um tom mais claro. Nas placas diz que não se pode mergulhar e que a água está a 10 graus, mesmo assim a maioria dos visitantes dá um mergulho. É difícil ver a nascente e não ter vontade de saltar lá para dentro, mesmo que a água esteja geladinha. Em redor há um parque verdinho, com algumas árvores e plantas dentro de água, nas margens da nascente.

Nascente Blue Eye, Albânia

Na Albânia, soubemos de uma má notícia familiar que nos deixou muito abalados e decidimos regressar a Portugal o mais breve possível. Assim, vamos parar apenas nos locais que queremos mesmo visitar e apontamos para estar em Portugal no ínicio do mês de Agosto, em vez de chegarmos a meio de Setembro como planeámos inicialmente.

Seguimos viagem em direcção ao Montenegro onde visitámos duas cidades, Ulcijn e Kotor. Adorámos Kotor, uma vila ao lado de um fiord, com uma fortaleza que em tempos serviu para proteger a cidade. Paga-se 3 euros para subir 1350 degraus até ao topo, mas por ser uma vista elevada, quando se chega a paisagem é muito bonita. Vemos a cidade meio medieval e o fiorde a entrar pelas montanhas.

Montenegro

Na Bósnia Herzegovina estivemos em Mostar e nas cascatas de Kravice, que ficam a apenas 50 Km. Dois sítios de que gostámos muito e que valem a pena a visita. A Bósnia tem uma grande influência árabe e isso percebe-se quando passeamos pelo centro de Mostar. Existem lojinhas com produtos de origem do médio oriente, veêm-se muitas mesquitas e mulheres com burka.

Mostar tem uma ponte velha muito conhecida, que é o símbolo da cidade. A ponte foi destruída pela guerra e mais tarde foi reconstruída tal e qual como era. Em relação a preços, é um país muito acessível. Uma bola de gelado custa 50 cêntimos e comemos fora os dois por 14 euros, num restaurante típico.

A cascata de Kravice tem o custo de 3 euros e é um espaço natural muito agradável, com cascatas a caírem de alguns metros de altitude. Tem alguns turistas, principalmente de países em redor.

Ponte em Mostar, Bósnia e Herzegovina

Na Croácia passámos pela cidade de Dubrovnik, pelas cascatas do Parque Natural de Krka e no Parque Natural de Plitvice.

A cidade de Dubrovnik é diferente de todas as que vimos até agora, está situada no litoral da Croácia e é envolvida por uma fortaleza, que dá uma mística especial à cidade. A cidade é medieval, com muitas ruas e ruelas, toda arranjada e limpa. Achámos a cidade exageradamente cara para o nível de vida dos croatas. Já estivemos em muitas cidades ao longo da viagem (incluindo cidades escandinavas) e não nos agrada o facto de algumas se aproveitarem dos turistas. O parquímetro em Dubrovnik custa 6 euros por hora, o mais caro que pagámos. Todas as actividades de lazer, como excursões, alugueres de barco e visitas com guias, foram dos mais caros que vimos.

Dubrovnik, Croácia

Também achámos a entrada nos parques excessivamente cara, 25 euros por pessoa. O Parque Natural de Plitvice é dos mais bonitos que vimos na vida. Um parque conhecido pelos seus lagos, com as mais diversas tonalidades de azul, que variam consoante a luz do dia. A melhor hora para estar no parque é a partir das 16h30 quando já não há muitos turistas, é uma hora muito tranquila e onde se pode aproveitar a natureza.

Parque Natural de Plitvice, Croácia

Estivemos também na Eslovénia, o nosso país número 34 da viagem, onde visitámos o Lago Bled e o Lago Bohijn.

Eslovénia
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