WWDC 2017: tudo o que a Apple apresentou

Um novo iPad Pro, um iMac em preto fosco e muitas mais novidades.

Mais um ano, mais um WWDC, o evento da Apple para programadores. Nesta edição, há novos Macs, novas versões de apps, sistemas operativos e até uma coluna inteligente da Apple.

A marca de Cupertino começa a ter produtos em todas as áreas. Aliás, acha-se até importante na prevenção de um apocalipse, num mundo sem apps:

iOS 11: muitas novidades para o iPad, algumas para o iPhone

“O maior lançamento para o iPad”. Foi assim que se classificou a nova versão do iOS, o sistema operativo dos iPhone e iPad. No tablet, há novidades no multitasking com uma nova Dock (ao estilo do macOS) com espaço para mais aplicações e aplicações recomendadas. Pode ainda ver-se duas apps no mesmo ecrã ou ver uma app “em cima” de outra.

Files é uma aplicação nova para gerir os ficheiros e tem integração com vários serviços de nuvem (iCloud, Google Drive, Box, entre outros). Há ainda uma nova função de drag and drop transversal a todas as apps, que permite anexar mais facilmente imagens, links ou mesmo texto a e-mails e não só.

Também o Apple Pencil ficou mais integrado. Agora podes fazer inline drawing, isto é, desenhar entre conteúdos editáveis, aceder às notas do lock screen ou até tirar apontamentos mal tiras um screenshot.

A Siri também traz novidades, desta vez quer para o iPad, quer para o iPhone. Novas vozes (mais naturais), traduções de inglês para francês, espanhol, chinês, alemão ou italiano, e inteligência artificial são as melhorias desta versão. A Siri vai estar atenta às pesquisas e sugerir noutras aplicações assuntos já conhecidos e recorrentes na utilização do consumidor.

A câmara vai passar a suportar o formato H.265, uma evolução do H.264 (cuja referência encontras se explorares as especificações dos vídeos), o que vai permitir melhor qualidade de imagem em ficheiros mais pequenos. Durante a conferência, a Apple fartou-se de falar das Live Photos e anunciou três efeitos que vão tornar este registo mais interessante: um deles permite criar vídeos em loop (uma espécie de Boomerangs ou GIFs); outro segue a mesma lógica mas a repetição acontece de trás para a frente (fixe para mostrar alguém a saltar para uma piscina e depois a voltar da piscina para a plataforma); o terceiro simula um efeito de longa exposição, combinado um movimento numa só imagem.

O design também foi renovado em vários cantos do iOS. A App Store e o Control Center estão de cara lavada. A loja de aplicações tem uma nova secção dedicada aos jogos e um separador (“Today”) com um feed sobre as aplicações do dia e as histórias da sua criação.

Já o Control Center foi (mais uma vez) reorganizado e “encaixotado” num novo design, que agora permite total personalização. Podes definir que botões queres ter sempre à mão – por exemplo, vais poder desligar os dados móveis directamente no Control Center, sem ir às definições. Também a partir do Control Center poderás agora gravar o ecrã do equipamento, algo que até aqui exigia uma ligação do iPad ou iPhone ao Mac.

Mas a Apple também decidiu actualizar outras apps para competirem melhor no mercado. O Maps continua a aprender novas funcionalidades que o Google Maps já tem; desta vez, foram os mapas interiores de centros comerciais e aeroportos. Já o Apple Music vai permitir-te saber o que os teus amigos andam a ouvir.

A Apple ainda anunciou novas ferramentas para os programadores poderem aproveitar a tecnologia de realidade aumentada (AR). A AR foi demonstrada em jogos, sobretudo. O novo iOS 11 vai estar disponível no Outono para iPhone 5S ou mais recente, todos os modelos iPad Air e iPad Pro, 5.ª geração do iPad, iPad Mini 2 ou mais recente e 6ª geração do iPod Touch.

De fora, ficam o iPhone 5, iPhone 5C e o iPad 4, os únicos três equipamentos que ainda suportavam a arquitectura 32-bit. O iOS 11 é o primeiro sistema operativo a suportar unicamente 64-bit.

Dois novos iPad Pro

As novidades nos dispositivos móveis não se ficaram pelo software. A Apple também anunciou um novo iPad Pro com 10,5 polegadas e uma nova versão do iPad Pro de 12,9 polegadas.

Os novos ecrãs trazem uma melhoria chamada ProMotion. Essencialmente, o refresh rate do ecrã (a quantidade de vezes, num segundo, que a imagem é recarregada) passou de 60 Hz a 120 Hz. A ProMotion melhora toda a experiência no iPad Pro, desde fazer scroll a uma integração mais realista do Apple Pencil.

Há também um novo chip – o A10X Fusion – com seis núcleos de CPU e doze de GPU, o que te permitirá editar vídeos em 4K e trabalhar com conteúdos 3D, num tablet “mais potente do que a maioria dos portáteis“.

Os novos iPad Pro já estão disponíveis para compra, a partir de 749 euros para a versão de 10,5 polegadas e 919 euros para a versão de 12,9.

O novo macOS chama-se… High Sierra

A nova versão do antigo OS X também traz algumas novidades, embora a um nível mais profundo. O High Sierra melhora a tecnologia presente no já disponível macOS Sierra e acrescenta capacidades de realidade virtual.

O Safari foi uma das aplicações mais mencionadas. De acordo com a apresentação, vai ser o browser mais rápido, especialmente no desempenho relativo a JavaScript. O browser da Apple vai ainda bloquear vídeos que reproduzam automaticamente e dificultar o acompanhamento da actividade dos utilizadores por parte de anunciantes digitais.

O Mail vai usar menos espaço e o Apple Photos vai permitir integração de apps de terceiros na impressão de photo books (uma função também lançada pela Google num evento recente). O Photos ainda vai usar a inteligência artificial para reconhecer melhor caras e catalogar de forma mais eficaz.

A Apple anunciou ainda várias melhorias técnicas de sistemas de ficheiros e de gestão dos recursos gráficos. Vai ser possível incorporar placas gráficas externas nos Macs, através de Thunderbolt 3. O suporte para realidade virtual também vai ser melhorado, que isso dizer que, pela primeira vez, o Mac passará a ser compatível com óculos como os HTC Vive. O High Sierra vai estar disponível a partir de Outono, de forma gratuita (a versão beta sai neste mês).

Chegou o iMac Pro e actualizações à restante família

E para demonstrar o novo macOS nada melhor do que renovar toda a linha de computadores da marca. Os novos processadores da Intel (sétima geração, Kaby Lake) chegaram à empresa de Cupertino.

Além disso, o novo iMac tem “o melhor ecrã de sempre num Mac”, com brilho de 500 nits. O modelo de 21,5 polegadas pode ter até 32 GB de RAM e o de 27 polegadas até 64 GB. Há ainda duas portas Thunderbolt 3 e USB-C.

Os MacBook Pro e MacBook também vêm com os novos processadores Kaby Lake e discos SSD mais rápidos. O MacBook Pro de 15 polegadas tem agora uma placa gráfica dedicada como standard. Também o MacBook Air foi actualizado para a sétima geração dos processadores da Intel.

Mas houve espaço para anunciar um novo produto: o iMac Pro, que é o “Mac mais poderoso de sempre” e chega em Dezembro.

O iMac Pro vai ter um ecrã 5K de 27 polegadas, um processador que pode ir até 18 núcleos Xeon e um disco SSD de 4TB. Em preto fosco, chega um computador de secretária para edição avançada de gráficos 3D e criação de conteúdos de realidade virtual. O preço começa nos 4 999 dólares americanos.

Para o caso de já estares aí a perguntar, a Apple diz que o teclado, o rato e o trackpad em preto fosco serão vendidos exclusivamente com o iMac Pro. É pena. O iMac Pro representa uma actualização há muito pedida pelos utilizadores mais profissionais, descontentes com a não actualização do Mac Pro por parte da tecnológica.

Depois do iPod, o HomePod

Depois de revolucionar a forma como se ouve música on the go, a Apple propõe-se a fazer o mesmo no lar dos consumidores. Foi esta a mensagem passada antes de anunciar o HomePod. O HomePod é uma coluna inteligente com assistente pessoal.

O HomePod utiliza inteligência artificial para conhecer a divisão onde se encontra e adaptar a projeção do som da melhor forma possível. A música é trazida pela Siri (que anima o topo do dispositivo), com ajuda do Apple Music. Tal como as restantes colunas inteligentes, o HomePod também executa algumas tarefas como responder a mensagens ou até interagir com outros elementos da casa (desligar/ligar luzes, por exemplo).

Apostando na qualidade do som, a Apple equipou o HomePod com um processador A8 que controla um woofer que controla o bass em tempo real, sete altifalantes (tweeters), seis microfones e processos automáticos de detecção de espaços e controlo das componentes técnicas do som.

O HomePod chega em Dezembro à Austrália, Reino Unido e Estados Unidos da América, por 349 dólares americanos. Preços e datas de lançamento para a Europa ainda não foram revelados.

Outro updates: tvOS e watchOS

Amazon Prime Video vai estar disponível no tvOS, da Apple TV. É um passo importante para a Amazon competir com a Netflix. Sobre o tvOS não houve muitos mais dados novos.

Já sobre o watchOS, do Apple Watch, há mais algumas novidades. A watchface da Siri vai adaptar a informação mostrada no ecrã com dados contextuais. A aplicação de exercício também sofreu alterações, sendo que agora vai suportar mais exercícios e melhorar o “treinador” virtual.

O Apple Watch ainda vai ter uma aplicação de música ligada ao serviço Apple Music. A experiência com AirPods também foi melhorada. Além disso, há novas interfaces e watchfaces em todo o sistema do watchOS.

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