O Spotify está a crescer, será que aguenta as dores?

Quanto mais música os utilizadores ouvem, mais milhões o Spotify perde.

Spotify crescimento utilizadores

O Spotify anunciou na semana passada 140 milhões de utilizadores a nível global, mais 40% que em 2016. É um número que posiciona o serviço de streaming como número um, à frente do Apple Music, mas que não quer dizer que a empresa seja lucrativa. Aliás, quanto mais música os utilizadores ouvem, mais milhões o Spotify perde.

De acordo com o último relatório financeiro publicado, o Spotify teve em 2016 uma perda líquida de 540 milhões de euros – um aumento de 140% relativamente a 2015, quando perdeu 230 milhões de euros. No mesmo período, as receitas do Spotify cresceram mais de 50% para cerca de 3 mil milhões de euros em 2016, conforme reporta a VICE News.

A razão pela qual o Spotify perde mais dinheiro do que ganha é porque tem de pagar milhões de euros em royalties às editoras de música. E, como já deves estar a supor, quanto mais os utilizadores ouvem, mais o Spotify tem de pagar. Só às editoras Universal Music Group e à Merlin, que representa algumas editoras independentes, a empresa tem de pagar mais de 2 mil milhões de euros nos próximos dois anos – imagine-se o que recebem dela as outras duas grandes editoras, a Warner Music e a Sony Music.

A estratégia do Spotify parece clara: aguentar grandes perdas de dinheiro a tempo curto para depois, a longo prazo, ganhar mais e ter melhores margens. Mas, para isso, a empresa precisa de aumentar o número de subscritores e negociar com as editoras. Tem de assinar acordos gigantes, de forma a obter melhores taxas de royalties e, claro, a perder menos dinheiro. E de fazer isso enquanto prepara a sua entrada em bolsa.

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