Afinal, urinar numa picada de alforreca pode não ser boa solução

Cientistas norte-americanos apresentaram três passos para resolver as picadas na praia.

A dor ardente de uma picada de alforreca ou medusa pode arruinar o dia de praia e até ameaçar a vida dos banhistas. Mitos urbanos como urinar na picada, lavar com água do mar ou remover os tentáculos com um cartão bancário foram agora esclarecidos por um grupo de cientistas que testou várias maneiras de tratar a picada e concluiu que não são boas soluções.

Christie Wilcox mostrou-se surpreendida com os resultados da experiência, citada pela revista Hakai . “Quando comecei a investigação, fiquei surpreendida com o número de conselhos que não provêm da ciência, revelou a investigadora da Universidade do Havai.

A urina, por exemplo, pode não resultar como é esperado. A investigadora explica que, no melhor dos casos, a urina funciona como uma solução neutra e apenas movimenta os tentáculos. No entanto, a constituição química da urina é variável e depende da hidratação e alimentação de cada pessoa. “Pode causar picadas ainda mais fortes,” explica a cientista.

Apesar de algumas fontes recomendarem o uso de gelo, a investigadora argumenta que o frio apenas preserva o veneno. Wilcox apresenta, então, três passos para solucionar o problema:

  1. Humedecer a área com vinagre para lavar os tentáculos e desativar as células da picada. Serve para limitar a picada a uma área apenas;
  2. Retirar os tentáculos com pinças. Outros métodos de remoção podem causar maiores libertações de veneno;
  3. Aplicar calor.

A investigadora já publicou dois estudos no jornal Toxins. Os conselhos funcionam para qualquer tipo de picada, desde a alforreca à caravela-portuguesa.

Previous Vem aprender mais sobre WordPress este sábado em Lisboa
Next #PRO-TIP: uma só ferramenta para gerir as Stories do Instagram e Snapchat