O que sabemos até agora sobre o escândalo Temer – suborno?

Milhares de pessoas nas ruas pedem a destituição do Governo e eleições directas.

A ferro e fogo. Assim está o Brasil após mais um acontecimento de corrupção na política, que em nada surpreende a opinião pública. Depois da destituição de Dilma Rousseff em 2016, o vice-presidente Michel Temer assumiu os destinos do país, tornando-se o presidente mais velho que o Brasil já teve. Não tardaram em surgir episódios de censura, medidas polémicas ou casos de corrupção envolvendo o nome do recém líder do país.

Hoje rebentou a notícia mais grave até agora. Segundo o jornal O Globo, Michel Temer autorizou o pagamento de um suborno a Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara de Deputados, de modo a comprar o seu silêncio. Ao que tudo indica, Joesley Batista, dono de uma das maiores empresas de distribuição do mundo, iria corromper Cunha perante concordância e ordem de Temer. O que o agora presidente do Brasil não sabia é que a conversa estava a ser gravada por Batista e foi revelada ao Supremo Tribunal Federal, ao abrigo de um mecanismo judicial que permite redução de penas em troca de denúncias.

Joesley Batista não ficou por aqui. Também Aécio Neves, presidente do PSDB e candidato derrotado nas últimas eleições, foi alvo de denúncia. Segundo Batista, Aécio terá pedido 2 milhões de reais de modo a assegurar a sua defesa no processo Lava Jato. Estas últimas já precipitaram a destituição de Aécio Neves como senador brasileiro, por ordem do Supremo Tribunal Federal, e consequentemente foi decretada a prisão preventiva. Sem imunidade parlamentar, Neves será agora julgado à luz da lei brasileira.

O Presidente brasileiro cancelou toda a sua agenda para hoje e, ao que se sabe, pondera fazer uma comunicação ao país. Até agora lançou apenas um comunicado dizendo que não está de forma nenhuma envolvido no suborno, mas a opinião pública do Brasil reconhece que este escândalo pode marcar o ponto final no Governo de Temer.

Por todo o país, milhares de pessoas têm saído à rua desde que estalou a polémica. Pelas maiores cidades brasileiras, manifestantes pedem eleições directas e o impeachment do Presidente. Pedem ao povo brasileiro que acorde e deixe de ser complacente com a corrupção.

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