Não, o MP3 (ainda) não morreu

O programa de licenciamento do formato terminou. Mas a "vida" do MP3 depende dos utilizadores que podem querer passar a utilizar formatos melhores.

Nos últimos dias têm saído vários artigos sobre a “morte” do formato MP3, desenvolvido pelo Instituto Fraunhofer, na Alemanha, nos anos 1980. O que aconteceu foi que algumas das patentes relacionadas com o MP3 expiraram, mas “quem decreta a morte do formato são os utilizadores”, garante a empresa.

Em comunicado, a empresa explica que no dia 23 de Abril, as patentes principais do programa de licenciamento do Instituto Fraunhofer e da Technicolor (empresa que ficou responsável pelo programa nos anos 1990) expiraram e o programa terminou. No entanto, os fabricantes com licenças de MP3 podem continuar a utilizar o software sem problemas.

Além disso, novas empresas podem entrar em contacto com a empresa para usar o software da Fraunhofer. A utilização do formato MP3 está mais livre com o final do pagamento de royalties impostos pela patente. Apesar disso, não está totalmente livre, por causa de patentes mais específicas que podem ainda ser accionadas.

Quer isto dizer que o MP3 morreu? Não. O formato conquistou notoriedade muito elevada e é o standard em vários dispositivos. Por outro lado, o formato AAC está disponível em muitos equipamentos e é mais eficiente do que o MP3 e o próprio Instituto Fraunhofer prevê uma maior adopção do formato. Há ainda outras tecnologias (como o MPEG-H) para o futuro do som interativo e imersivo.

A “vida” do MP3 depende, então, dos utilizadores, que podem querer passar a utilizar formatos melhores. Mas a possibilidade de recorrer ao MP3 não acabou. Até porque quem é que não continua a usar os conversores do estilo “YouTube to MP3” para passar as músicas mais importantes para o telemóvel? “O formato MP3 é um fenómeno que mudou a forma como se consome música para sempre e ainda está muito vivo em 2017”, refere o Instituto Fraunhofer.

O MP3 foi lançado em 1993 e permite a mesma qualidade encontrada num CD, mas com ficheiros dez vezes mais pequenos. Fica a conhecer a história do formato:

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