Guia para não te perderes na 87ª Feira do Livro de Lisboa

Fica a conhecer algumas das novidades (e não só) que vão animar o Parque Eduardo VII de 1 a 18 de Junho.

Guia Feira do Livro de Lisboa

A Feira do Livro está de volta a Lisboa e, desta vez a confiar no que reza a comunicação, para a maior edição de todos os tempos. É por isso, e para que não te percas no tempo entre stands, livros e apresentações, que preparámos um roteiro com ideias e dicas baseadas em experiências dos anos anteriores e algumas novidades exclusivas desta 87ª edição, que decorre de 1 a 18 de Junho.

Guia para a 87ª Feira do Livro de Lisboa

Livros do Dia

São uma das principais atrações da Feira do Livro. Todos os dias, várias das editoras representadas escolhem um livro que, nesse dia, além do desconto da Feira que é adicionado sobre o preço de venda normal, está ainda mais barato. Caso não tenhas nenhum livro em mãos actualmente, esta iniciativa pode ser uma boa forma de escolheres o teu próximo alvo, a um preço muito mais acessível!

Descobre aqui quais são os livros, por dia, com link directo para o local no mapa em que se encontra a banca da editora em causa.

Hora H

A Hora H é a chamada happy hour da Feira do Livro, em vez de minis e petiscos, aqui tens livros mais baratos. De segunda a quinta-feira, das 22h00 às 23h00, podes comprar livros com mais de 50 por cento de desconto. Nem todas as editoras e livrarias têm estes saldos, mas podes consultar a lista completa aqui.

Apresentações de livros

A agenda das sessões de lançamentos e autógrafos está sempre recheada e merece a tua atenção no calendário disponível no site do evento. A lista é, como já te dissemos, extensa, por isso decidimos selecionar apenas algumas iniciativas que não podes perder se gostas de colecionar autógrafos:

  • José Eduardo Agualusa vai estar na Feira do Livro nos dias 3, 4 e 15 de Junho, pelas 15h30, para falar do seu mais recente livro “A Sociedade dos Sonhadores Involuntários”, publicado pela Quetzal em maio.
  • Luis Sepúlveda regressa a Portugal a propósito da publicação de O Fim da História. O escritor chileno vai dar duas sessões de autógrafos, nos dias 10 e 11, às 15h30, no espaço da Porto Editora.
  • Vais poder estar com Sérgio Godinho, que publicou Coração mais que perfeito (o seu primeiro romance) em Fevereiro, no espaço da Quetzal a 10 de junho, pelas 15h30.
  • José Luís Peixoto vai estar na feira no dia 11, pelas 15h30, no espaço Bertrand.
  • Afonso Cruz vai visitar a Feira também no dia 11. Podes vê-lo no pavilhão do grupo Penguin Random House a partir das 15h.
  • Gonçalo M. Tavares, que publicou em abril A Mulher-sem-cabeça e o Homem-do-mau-olhado, pela Bertrand, vai passar pela Feira do Livro no dia 15, pelas 16h00.

Debates

Os debates que decorrem paralelamente à Feira, fruto de uma parceria com a Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), podem ser a inspiração de que precisas para escolheres a tua próxima leitura.

  • o mais concorrido será, talvez, uma emissão especial do programa Governo Sombra, da TVI24, que se realizará em directo do Parque Eduardo VII – Carlos Vaz Marques modera, como sempre, os ânimos provocadores dos “ministros” João Miguel Tavares, Pedro Mexia e Ricardo Araújo Pereira. Será dia 10 de Junho, pelas 19 horas.
  • o dia 14, pela mesma hora, debate-se sobre o “Século do Pacífico”, o “declínio do Ocidente”, o “unilateralismo americano” e a “ascensão pacífica da China” – até que ponto há razões fundadas para continuar a alimentar este fatalismo? Uma conversa sobre política internacional, com base no ensaio Portugal E O Atlântico, de Bernardo Pires de Lima, com a presença do autor, do advogado e político António Vitorino e de Luís Amado, membro do Conselho de Administração da FFMS.
  • dia 9, também pelas 19h00, será apresentada a 8ª edição da Revista XXI dedicada ao tema da igualdade. A igualdade é possível? A igualdade é desejável? Onde nos trouxe a luta pela igualdade? Walter Scheidel (Universidade de Stanford), a jornalista de Ciência Teresa Firmino e a bioeticista Maria do Céu Patrão Neves exploram os temas.
  • dia 11, às 15h00, os escritores António Mega-Ferreira e Mário de Carvalho participarão num debate, moderado João Paulo Cotrim, também ele um escritor, sobre inspiração e escrita. Como nascem os livros? Vale a pena continuar quando parece que a literatura não vai sobreviver?

Uma zona amiga do animal

Se queres um 2 em 1 e aproveitar o recinto ao ar livre da Feira do Livro para passear o teu animal de estimação, este ano a organização pensou em ti. Criou um local onde os visitantes de quatro patas podem conviver e descansar chamado “Refrescão”.

Banca da Tinta da China

Não podes passar a pequena banca da Tinta da China e não parar. Lá podes encontrar os livros escritos por Ricardo Araújo Pereira,  Pedro Mexia, Alexandra Lucas Coelho ou Paulo Varela Gomes. Pela mão da editora, Carlos Vaz Marques concebeu a Granta Portuguesa, uma revista literária de publicação semestral onde diversos escritores gravitam em torno de um tema comum. O número 9 acabou de sair com o tema “Comer e Beber” e nele podes encontrar textos de José Tolentino Mendonça, Richard Zimler ou a poeta Adília Lopes, com ilustrações de André Carrilho.

Banca da Letra Livre

Se já conheces esta icónica livraria na Calçada do Combro que vende livros novos e usados sabes ao que vais, se não conheces, está aqui uma excelente oportunidade de passares a ser fã. É verdade que pouco ou nada substitui o cheiro a livro velho numa livraria antiga, mas as relíquias tão icónicas da Letra Livre continuarão a distingui-la em contexto de Feira do Livro, das outras bancas. Pelo site podes perceber porque é tão especial e caso tenhas dúvidas, nota como se apresentam com esta citação de Herberto Helder: “A aventura é mais do que nunca intransigente afirmação individual e, sem dúvida, um acto radical no plano revolucionário. A assumir-se politicamente, só vejo que um artista possa ser anarquista – anarquista vitalício.”

Banca da Antígona

Num certame como este a Antígona mal necessita de mais indicações, as belíssimas capas da maioria dos seus livros são cartão de visita bastante para chamar a atenção qualquer potencial-leitor-atento. Os títulos e temas das obras não podiam servir de melhor forma o design disruptivo que lhes dá cor. Entre os autores podemos encontrar pensadores contra-corrente como Guy Debord, Henry David Thoreau ou escritores de coragem como Aldoux Huxley ou Charles Bukowski. Para além dos clássicos, o portfólio da Antígona estende-se por uma série de autores menos conhecidos mas não menos interessantes. Este ano, por exemplo, um dos livros sublinhados na nossa lista de compras é “Alucinar ao Estrume”, de Júlio Henriques, sobre as vivências da cidade e do campo, mas outros mereceriam total destaque pela sua exemplar relevância, por exemplo: “Drones – A Guerra por controlo remoto”, de Hugh Gusterson, ou “As veias abertas da América Latina”, de Eduardo Galeano.

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