Estas bolinhas contêm água e podem ser comidas

O Ooho é uma alternativa ao desperdício das garrafas de plástico.

A água é boa para o ambiente mas as garrafas de plástico não. Só nos Estados Unidos terão sido usadas, em 2006, cerca de 50 mil milhões de garrafas de água e recicladas apenas 23% desse volume, o que significa um desperdício de 38 mil milhões de garrafas. Estes dados têm aqui um propósito meramente contextual chegam para nos deixar alerta para as consequências dos nossos hábitos de consumo.

Uma empresa londrina chamada Skipping Rocks Lab está a criar uma alternativa às garrafas de água: chama-se Ooho! e são pequenas bolas de água líquida, envoltas numa membrana biodegradável à base de cloreto de cálcio e algas, inteiramente comestíveis. Esta membrana não só é mais barata que o plástico como desaparece no meio ambiente em 4-6 semanas, “tal como uma peça de fruta”, conforme se lê no site do projecto, não contribuindo para aumentar os níveis de lixo e poluição à superfície do planeta.

O Ooho esteve a ser desenvolvido ao longo dos últimos dois anos, aperfeiçoando a tecnologia de produção e as propriedades do material. O produto já pôde ser experimentado em alguns eventos e pontos de venda temporários não só em Londres, mas também em São Francisco e Boston. Com essas vendas, a Skipping Rocks Lab arrecadou 74% do valor necessário para o projecto e espera agora arrecadar mais financiamento em crowdfunding para continuar a regar esta ideia e criar novos produtos.

Desde 2014, a Ooho tem sido apoiada pela aceleradora Climate-KIC, sediada no Imperial College London, tendo já vencido dois interessantes prémios – o Wired Retail 2016 Start-up Of The Year e o Lexus Design Award.

Se quiseres conhecer mais sobre a filosofia da empresa e dos seus criadores, podes ver e ouvir a apresentação do espanhol Rodrigo García González, um dos responsáveis por esta ideia e por esta start up altamente disruptiva.

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  • Jornalista, adepto de cidades humanas e curioso por ideias que melhorem o país. Co-fundei o Shifter em 2013, sou desde 2020 coordenador do projecto editorial Lisboa Para Pessoas.

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