Europa Sobre Rodas: cinco meses sobre rodas #3

Já fizemos 13 730 kms na estrada, visitámos 17 países e dormimos em mais de 100 sítios diferentes.

Europa Sobre Rodas 5 meses

Esta semana, fez cinco meses desde que saímos de Massamá. Cinco meses depois estamos na Noruega mais felizes que nunca, pelo caminho que percorremos até agora. Cinco meses depois já fizemos 13 730 kms na estrada, visitámos 17 países e dormimos em mais de 100 sítios diferentes.

Quando saímos de Portugal dia 13 de Novembro, não tínhamos nenhuma rota planeada, apenas uma ideia geral de um caminho que nos permitisse visitar o maior número de países e passar o Verão no Sul da Europa. Partimos em direcção a Espanha, passámos Badajoz e resolvemos subir para irmos ao Norte de Espanha. Os primeiros dias foram uma grande novidade, pois nunca nenhum de nós tinha viajado e vivido numa autocaravana.

Aqueduto de Elvas, Portugal

Seguimos para França – conhecemos quintas de produção de queijo e de vinho e dormimos ao pé de castelos e de montanhas. Tivemos também um problema eléctrico, que nos obrigou a ir a 5 oficinas e gastar 300 euros. No final de contas, era apenas um cabo que estava partido e, que se alguém tivesse reparado nele antes, podíamos ter só gasto 20 euros e seguido viagem. O lado positivo é que este problema fez-nos ficar no Vale do Loire uma semana, o que nos deu a oportunidade de ver alguns mais bonitos palácios e castelos franceses.

Chinon, Vale do Loir, França

Passámos o Natal em Birmingham, no Reino Unido com dois amigos, antes de seguirmos em direção à Escócia. No caminho visitámos três parques naturais ingleses e passámos o ano num deles, situado no Lake District National Park. A Escócia, onde estivemos quase sempre rodeados pela natureza, deu-nos uma das melhores paisagens que vimos até agora.

Lake District Park, Inglaterra.
Stonehenge, Inglaterra

Voltámos para França pela Normandia. Nessa altura, tivemos de decidir como seriam os próximos meses, mais concretamente se era viável irmos até Áustria e à Suíça em pleno Inverno. Embora tivéssemos aquecedor, viajar com temperaturas muito negativas e com estradas cheias de gelo numa autocaravana não é aconselhado, dado poder ser perigoso. Resolvemos ir em direcção à Suíça e, pelo caminho, ir avaliando as condições meteorológicas.

Mont Saint Michel, Normandia, França

Passámos pela Bélgica e pelo Luxemburgo e, no dia 9 de Fevereiro, chegámos à Suíça – estava um bonito dia de sol. É difícil ficar indiferente à beleza natural deste país e das suas belas montanhas cheias de neve. Durante o mês de Fevereiro e no inicio de Março, estivemos também em Liechtenstein, país que fica num vale nos Alpes e tem apenas 35 mil habitantes, e também na Áustria. Foi um período em que estivemos quase sempre rodeados de neve e durante o qual, por vezes, a água congelava dentro da caravana – chegámos a ter estalactites na parte de fora!

Interlaken, Suiça

Como queríamos passar o Verão no sul mas ir ao países nórdicos, tínhamos de nos ‘’despachar’’. Fomos para Praga e depois passámos a Alemanha de um lado ao outro, em direção à Holanda.

Praga, República Checa

Chegámos à Holanda no inicio da Primavera para ver os campos de tulipas e o jardim de Keukenhof. Também já atravessamos a Dinamarca e a Suécia e estamos agora junto a um lago no sul da Noruega – fizemos 2 mil km nos últimos 10 dias e dirigimos-nos para os Fiordes noruegueses do sul.

Kinderdijk, Holanda
Keukenhof, Holanda

Feitas as contas, em cinco meses já acordámos em cidades, no campo, com vista para o mar, lagos, montanhas, jardins… Já subimos durante 5 horas ao cume de uma montanha dos Pirinéus com 1532 metros de altitude; já salvamos uma ovelha que tinha a cabeça entalada numa cerca; já visitámos um borboletário; já fomos a um enorme museu de história natural em Viena; visitámos o palácio de Versalhes, que é lindíssimo; já subimos a uma montanha na Suíça para ter uma vista panorâmica sobre as montanhas dos Alpes e Interlaken, uma cidade entre dois lagos; vimos alces numa montanha no Cairngorns Nacional Park, na Escócia; fomos a um campo de concentração nazi em Dachau; estivemos na Normandia, onde vimos muitos vestígios da II Guerra Mundial; passámos pelas falésias de Étretat, um sítio onde a paisagem fala por si; atravessámos de ferrie, com a nossa casa sobre rodas, o canal da mancha; já dormimos ao pé de uma cascata com 300 metros de altura e mil e uma outras coisas.

Mas mais que os sítios e do que as pessoas com que nos cruzámos, estes cinco meses mostraram-nos que a vida merece ser vivida, e o que não faltam são lugares incríveis, alguns deles bem mais perto, do que pensamos.

Previous O cartaz do Neopop dançou em cima de telas. E este foi o resultado
Next Boletim Tecnológico – 17 de Abril

Suggested Posts