#DecoteNãoÉConvite: o sexismo invisível que só o flash revela

Uma luta contra um machismo que muitas vezes fica invisível no nosso dia-a-dia.

A última edição do São Paulo Fashion Week, o maior evento de moda do Brasil, contou com uma lição incrível sobre igualdade de género – várias modelos desfilaram com mensagens pintadas no corpo, invisíveis ao olho humano mas visíveis nas fotos feitas com flash.

Quem estava no desfile pôde, ao fotografar com o telemóvel ou com uma câmara profissional, ver aquilo que quem não usava flash não via. As frases diziam: “decote não é convite”, “minha saia não é permissão”, “me visto como eu quiser” e “roupa curta não é provocação”. A acção, que decorreu no dia 16 de Março, foi activada no evento com hashtag #decotenaoeconvite.

Com assinatura do maior jornal do Brasil, Estadão, e da agência FCB Brasil, esta iniciativa luta contra um machismo que muitas vezes fica invisível no nosso dia-a-dia, mas que está lá, enraizado e naturalizado na forma de pensar da população (não só dos homens, mulheres também). Roupa chamada de “provocante” não justifica o assédio nem a violência contra a mulher.

“Não existe evento mais relevante que a SPFW para levantarmos a questão da igualdade de género e o facto de que a roupa não é convite para violência”, diz Joanna Monteiro, directora criativa da FCB, numa nota de imprensa. A tinta não é visível a olho nu, assim como o preconceito e a violência contra mulher, que nem sempre são evidentes.”

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