Lembrar Ren Hang, o polémico fotografo chinês que morreu aos 29 anos

Como 5 anos de carreira foram suficientes para ser um dos principais visionários da nova geração artística chinesa.

Ren Hang fotógrafo

Ren Hang era conhecido internacionalmente pelas fotografias que expunham a nudez como ela é, muitas vezes pouco sensual, explícita e inusitada. Mais do que pelo seu conteúdo, o seu trabalho chocava pelo contraste cultural entre o país que o viu nascer e a arte que produzia. Foi constantemente censurado pelo governo chinês e defendido e divulgado por artistas e activistas como Ai Weiwei.

Ren Hang era considerado um dos principais nomes da nova geração artística chinesa, um visionário. Morreu ontem, com apenas 29 anos. As causas da sua morte ainda não são conhecidas mas circulam rumores de que o fotografo terá cometido suicídio.

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Ren Hang era considerado um dos principais nomes da nova geração artística chinesa, um visionário. Morreu ontem, com apenas 29 anos. As causas da sua morte ainda não são conhecidas mas circulam rumores de que o fotografo terá cometido suicídio.

Hang não escondia alguns pensamentos que indicam que poderia sofrer de depressão. No seu site escrevia várias vezes sobre o assunto. Enfrentava críticas, não só do regime, como do público. Dividiu opiniões extremas, havia quem o achasse genial e quem o considerasse gratuito. Chegou a ser preso durante sessões fotográficas feitas no exterior e houve quem cuspisse sobre o seu trabalho em galerias.

Nasceu a 30 de Março de 1987, numa província chinesa chamada Changchum, conhecida pela indústria automóvel. Aprendeu a fotografar sozinho, para se entreter, e estudava publicidade na faculdade. Os 5 anos de carreira que levou mostram o poder da sua obra. Em pouco tempo, mostrou o seu trabalho em mais de vinte exposições individuais e cerca de 70 colectivas, em países como os Estados Unidos, França, Israel ou Portugal (na Galeria Barbado). Na China só lhe permitiram expôr trabalho sem nudez.

Foi recentemente publicado pela conceituada editora Taschen e tinha actualmente o seu trabalho exposto no museu Foam em Amsterdão e no museu Fotografiska, em Estocolmo.

Preferia fotografar amigos do que modelos profissionais. Disse várias vezes em entrevista que isso lhe dava uma maior liberdade nas composições físicas que fazia. As suas fotografias variam entre as posições desconfortáveis, uma confusão de membros e o uso de adereços, muitas vezes animais.

Mas porque falamos de fotografia e de alguém que se expressava genialmente através da imagem, pouco mais a dizer, resta mostrar.