Descoberta obra de Walt Whitman, há 165 anos anónima

"Life and Adventures of Jack Engle: An Auto-Biography; in Which the Reader Will Find Some Familiar Characters" foi primeiramente publicado em 1852

O nome Walt Whitman pode não te ser imediatamente familiar mas há uma forma simples de te avivar a memória e afirmar o seu crédito, na escrita do nosso inconfundível Fernando Pessoa.

Whitman foi um poeta e ensaísta americano que viveu entre em 1819 e 1892 no Estados Unidos da América deixando para trás um enorme legado no que toca à tradição e à fórmula poética. Sendo frequentemente apelidado pai do verso livre inspirou gerações de poetas vindouras como na escrita de Alvaro de Campos, Pessoa eternizou.

Mas o que nos traz aqui hoje é outro das maravilhas deixadas no tempo por Walt Whitman, literalmente.

Zachary Turpin, doutorando da universidade descobriu enquanto pesquisava no arquivo digital do poeta, referências à autoria de uma obra que nunca antes lhe havia sido associada. Trata-se de Life and Adventures of Jack Engle: An Auto-Biography; in Which the Reader Will Find Some Familiar Characters, primeiramente publicada em 1852 sob anonimato, no Sunday Dispatch, jornal onde Whitman trabalhou como jornalista anos antes de se dedicar à escrita.

Foram 165 anos de dúvidas sobre uma longa obra de 36 mil palavras, onde com um estilo narrativo à moda de Dickens Whitman aborda temas tão diversos como a filosofia, filantropia, a pobreza, a lei e o crime, o amor, o matrimónio e a moral humana como aliás anuncia o primeiro vestigio desta obra. Um anúncio colocado a 13 de Março de 1852 no New York Times.

As referências presentes nesta obra ao Folhas de Erva, levam os estudiosos a crer que as duas obras terão sido escritas em simultâneo ou em períodos contíguos da vida do escritor.

Para além da versão online disponibilizada pelo Walt Whitman Quarter Review, a obra será também editada em formato físico pela Universidade do Iowa.

Já em 2015 o mesmo estudioso havia descoberta outra curiosa obra de Whitman, na altura um manifesto pela vida saudável.

Se ficaste curioso e queres aprofundar mais sobre esta descoberta, não deixes de ler o artigo do New York Times. Como sempre um grande e completo trabalho jornalistico. 

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