O auto-embuste ou um ensaio em como enganar o enganador

O regresso da Crónica de Um(a) Cabeça.

Das poucas coisas que um(a) gajo(a) consiga ler sobre o alfa, o ômega e o meio da publicidade: li há alguns dias mais um bom artigo do Ad Contrarian. Daqueles que contrariam tudo – ler sempre com ceticismo –, mas com a concordância necessária de uma mente esclarecida. Mesmo que fosse um artigo de merda, mas que exista merda contraditória para o bem do nosso terceiro olho. Nascer para morrer, certo? “É a mesma lógica, não chora.”

Falava-se, nesse dito cujo e sujo, que era necessário ter um especial tipo de inteligência para que na indústria da publicidade [e em qualquer outra, diria] um indivíduo seja diligente no que faz mas que, simultaneamente, mantenha parte do cérebro viva para consciencializar que tudo era ridículo. Trabalhar bem, mas com cautela.

Depois da legislação trabalhista em França, do desconectar depois do horário de expediente, todos os imbecis que acham que aquilo que estão a fazer é terrivelmente importante mereciam uma martelada nos ting-tings [no saco do marketing]. Eu inclusive. A ilusão é a constante.

É problema das conferências? É problema do self-made-branding-shitface-freak? É problema estruturante de incluir a publicidade nas instituições de ensino mais cedo? – atualmente, acaba por ser estudo do meio, boa gente (coisa primária). É problema dos eventos que pernoitam e do rabo [e interesse] que adormece na cadeira – que nunca é confortável?

O ponto de vista do Bob: “Eles pagam pela conferência mas acabam por ficar lá fora, falando nos seus telemóveis com os mesmos nhonhós de que estavam a tentar escapar à partida.”

A conclusão: todos humanos. Até os da publicidade (ler título).