Funcionário despedido acusa Snapchat de falsificar dados para inflacionar valor da empresa

Snapchat descarta acusações.

O funcionário processou empresa alegando ter sido despedido por soar o alarme para as suas práticas ilegais. O Snapchat descarta acusações, acusando-o de incompetência no trabalho.

Prestes a entrar em bolsa ao fazer a sua Oferta Pública Inicial (IPO), agendada para o próximo mês de Março, o Snapchat está a ser processado por um antigo funcionário que alega ter sido despedido injustamente após ter recusado fazer parte de um processo fraudulento de falsificação de dados de crescimento que visavam inflacionar ficticiamente o valor da empresa.

Anthony Pompliano trabalhava para outro gigante de Silicon Valley, o Facebook, quando em Agosto de 2015 foi contratado pelo Snapchat para liderar a equipa de desenvolvimento e crescimento de utilizadores. Após ter desempenhado funções semelhantes na empresa de Mark Zuckerberg, Pompliano terá alegadamente sido contratado com o objectivo de ceder informações confidenciais do Facebook às chefias do Snapchat, algo a que prontamente se recusou.

Depois de ter levantado reservas internamente quanto ao uso de métricas fictícias de crescimento de utilizadores, Pompliano acabou por ser despedido apenas 3 semanas após o início do seu contrato. No processo pode ler-se que “a liderança do Snapchat viu o Sr. Pompliano como um impedimento para os seus planos de entrar em bolsa porque ele se recusou a compactuar com as representações deturpadas da empresa”.

A juntar às acusações do uso de dados falsos e tentativa de aceder a informações confidenciais da rede rival, o antigo funcionário do Snapchat acusou ainda a empresa de debilitar a sua reputação perante potenciais entidades empregadoras, tendo tido desde então muitas dificuldades em encontrar trabalho na área.

Matt Ritti, porta-voz do Snapchat, já veio a público negar as acusações de Anthony Pompliano, referindo que “revimos a queixa e não tem qualquer mérito. É totalmente fabricada por um antigo funcionário decepcionado”. A jovem empresa baseada em Los Angeles diz ter mais de 150 milhões de utilizadores a usar diariamente a sua app, ao passo que os analistas acreditam que só em 2016 terá gerado perto 400 milhões de dólares em receitas de publicidade.

A dois meses de entrar em bolsa pública, a tecnológica de Evan Spiegel conta actualmente com uma avaliação que deverá ultrapassar os 25 biliões de dólares.

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