Galileo, o “GPS europeu”, começou a funcionar


O Sistema Global Europeu de Navegação por Satélite, talvez mais conhecido como Galileo, fez a sua estreia esta quinta-feira com o lançamento dos primeiros serviços. Para já, o cidadão comum só pode usar o sistema de navegação impulsionado pela União Europeia com um único modelo de smartphone.

É o Aquaris X5 Plus, do fabricante espanhol BQ, o primeiro telemóvel compatível com o Galileo. Este equipamento, à venda por cerca de 300 euros, apresenta no interior do seu design metálico uma bateria de 3200 mAh, um processador até 1,8 GHz de oito núcleos e uma câmara traseira de 16 megapixels.

O Galileo, projecto de 10 mil milhões de euros, dotará a Europa de um sistema próprio e independente de navegação por satélite, compatível com o norte-americano GPS (o utilizador poderá aceder aos dois sistemas simultaneamente para melhorar a qualidade e a fiabilidade do sinal). Depois de vários anos de desenvolvimento, o Galileo tem agora 14 satélites em órbita; em 2020, o sistema de satélites estará completo com 30 satélites. Além do GPS e do Galileo, existem no mundo outros dois serviços de navegação: GLONASS (Rússia) e BEIDOU (China).

O Galileo promete uma melhor precisão de localização comparando com aquela que se consegue obter apenas com o GPS. O resultado prático é a determinação da posição de um sujeito ou objecto de forma mais precisa e rápida – funcionalidade extremadamente útil em ambientes urbanos, onde a combinação de ruas estreitas e edifícios altos pode interferir na localização.

“É uma grande conquista para a Europa (…) Nenhum país europeu poderia ter feito isto sozinho”, disse a comissária europeia para a indústria, Elzbieta Bienkowska, durante uma cerimónia oficial em Bruxelas. “O Galileu, o sistema de navegação por satélite mais preciso do mundo, é uma realidade.”

A comissária acrescentou que uma simples actualização nos aparelhos será suficiente para começar a usar o Galileo. No entanto, vai demorar algum tempo até à entrada no mercado em massa de produtos compatíveis. Por outro lado, será preciso esperar por 2020 quando já estiverem em órbita todos os satélites para obter um melhor sinal/uma melhor resposta do sistema em todo o globo.

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