O facejacking da Antena 3 que não foi, afinal, um facejacking

Já dizia o ditado: quem se ri por último ri melhor.

A internet portuguesa ficou aos saltos esta segunda-feira à noite quando uma publicação na Antena 3 parecia sugerir uma invasão ao Facebook da rádio pública por alguém descontente com a programação musical da mesma. “Sempre a passar a mesma coisa”, lia-se.

Escrita sem formatação correcta e com alguns erros ortográficos, o post dizia o seguinte:

A antena 3 é só cunhas e compradios!!… Nem o devido valor á música portuguesa, sempre a passar a mesma coisa… alternativa?! Ainda nem diseram os melhores do ano e já se tá a mesmo a ver que é sempre a mesma cantiga a pandilha toda, por amor de deus Não se enganem! até pagam para passar na rádio, os amiguinhos de amiguinhos porque é IMPOSSÍVEL alguém gostar disto Nem o bruno aleixo!!! É só COLINO! “alternativa Pop” que lol, vira o disco e toca o mesmo! VERGONHA! CALADOS ERAM POETAS!

A publicação “acidental”, partilhado às 22 horas, esteve no ar durante cerca de uma hora, antes de ser eliminado. Gerou mais de 400 likes, 80 partilhas e 100 comentários. Foi motivo de posts no Facebook, de tweets e de longas threads no Reddit, especulando sobre o “erro” do “community manager”, e discutindo e criticando as escolhas editoriais da Antena 3.

Só que tudo não passou de uma estratégia de marketing. O início de algo que não se sabe ainda bem o que é… A Antena 3 publicou esta terça-feira, o seguinte teaser:

“Imagens revelam que o fenómeno de indignação da noite passada não foi a única coisa estranha a acontecer na Antena 3 #AIndignaçãoNãoTemFim”, lê-se no post acompanhado pelo vídeo. Uma data é apontada: 15 de Dezembro. O que será que vai acontecer nessa data?

O teaser partilhado mostra-nos pelo menos uma pessoa, não identificada pelo vídeo, a invadir as instalações da RTP e a redacção da Antena 3.

antena3facejacking_02

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  • Jornalista, adepto de cidades humanas e curioso por ideias que melhorem o país. Co-fundei o Shifter em 2013, sou desde 2020 coordenador do projecto editorial Lisboa Para Pessoas.

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