Está próxima mais uma extinção massiva de espécies, indica estudo


Novo estudo revela as graves consequências do aquecimento global junto dos vários ecossistemas. Podemos estar a caminhar para mais uma extinção em massa da vida animal em pouco menos de 50 anos.

Mais de metade das espécies do planeta não se estão a adaptar às alterações climáticas, levando ao desequilíbrio dos ecossistemas. Os números são alarmantes e mostram que cerca de 47% de um grupo de 1000 espécies analisadas, já se encontram extintas. Quem o diz é John Wiens, professor e biologista, líder de uma nova investigação que relata os efeitos devastadores das alterações climáticas na Terra.

Até agora foi registada uma subida de 1 ºC no planeta mas espera-se que atinja valores entre os 2,6 ºC e 4,8 ºC no ano de 2100 se não agirmos para reduzir a emissão de dióxido de carbono. Se apenas com esta “pequena mudança no clima” as consequências já são notórias, imagine-se o que acontecerá com um “aumento do aquecimento entre duas a cinco vezes pior no próximo século”, refere Wiens.

Para o professor, a eleição de Donald Trump não vai também ajudar à defesa do ambiente e já são visíveis alguns sinais que estão a preocupar os ecologistas.

O primeiro, e que não passa despercebido, trata-se da nomeação de Scott Pruitt, um famoso céptico das mudanças climáticas, para liderar o Environmental Protection Agency (EPA) que, “supostamente deve proteger o ambiente”. Para além disso, se Trump já mostrou desejos de desvincular os Estados Unidos do Acordo de Paris, todo o esforço e trabalho feito até então será esquecido e poderá levar a graves consequências que vão afectar a vida das populações.

E se Wiens tivesse a oportunidade de conhecer o novo presidente do Estados Unidos, o que lhe perguntaria? “O que faria se existisse um país do outro lado do mundo a libertar gases poluentes que destruísse as nossas colheitas, levasse as pessoas à fome e destruísse o nosso país?”

“Isto é o que estamos a fazer aos outros países. Nós somos os grandes poluídores”, alerta o professor.

Prevê-se que este seja um dos mais rápidos fenómenos de extinção na história do planeta, ainda que o número de espécies perdidas não se possa equiparar ao total extinto na era dos dinossauros de há 65 milhões de anos.

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