O Universo tem 10 vezes mais galáxias do que se pensava


Existem dois biliões (milhões de milhões) de galáxias no universo observável, ou seja, 10 vezes mais que o inicialmente se pensava. A conclusão é de um estudo de uma equipa internacional de astrónomos, baseado em imagens recolhidas ao longo de vinte anos pelo telescópio espacial Hubble e publicado esta quinta-feira no Astronomical Journal.

A partir dos dados do Hubble, uma equipa liderada por Christopher Conselice, da Universidade de Nottingham (Reino Unido), usou modelos 3D construídos a partir das imagens do telescópio para, através de novos modelos matemáticos, inferir o número de galáxias em diferentes períodos da história do Universo. Os especialistas conseguiram recuar até perto da altura em que o Big Bang ocorreu e chegaram à conclusão que o Universo possui dois biliões de galáxias.

Estima-se que, mesmo com a tecnologia actual, apenas 10% de todo o Universo seja observável, dado que, quanto mais longe estão as galáxias, mais fraca é a luz que emitem e que chega até nós. “É espantoso pensar que 90% das galáxias do cosmos ainda têm de ser estudadas. Quem sabe o que vamos descobrir quando pudermos começar a estudar estas galáxias graças à nova geração de telescópios”, interroga-se o cientista num comunicado divulgado após a publicação do estudo no Astrophysical Journal.

A equipa de Christopher Conselice percebeu que existem actualmente dez vezes menos galáxias do que quando o Universo no seu início. A explicação é simples: muitas das primeiras galáxias eram relativamente pequenas e fracas, com masses similares às galáxias satélite que rodeiam a Via Láctea. À medida que essas estruturas se juntaram para formar galáxias maiores, o número total delas diminuiu.

“Estes resultados são uma poderosa evidência da evolução das galáxias que tem ocorrido ao longo da história do Universo, reduzindo drasticamente o número de galáxias por meio de fusões entre elas – reduzindo assim o seu número total. Isto dá-nos uma verificação da chamada formação cima-baixo de estruturas no Universo”, explica Conselice.

Nos últimos anos, os astrónomos pensavam que o Universo continha 200 mil milhões de galáxias. Daqui a muitos milhões de anos, a nossa Via Láctea pode encontrar-se com a Andrómeda e formar uma outra galáxia.

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