Em tour com os First Breath After Coma (IV)


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Os portugueses First Breath After Coma estão em digressão pela Alemanha e escolheram o Shifter para relatar as suas experiências. Acompanha o seu diário de viagem, na primeira pessoa. Lê aqui o capítulo anterior.

Dia 5

Nada melhor que acordar numa gigante conchinha! À nossa espera está um pequeno almoço perfeito e um tempo recorde para tomar duche.

Despachados e com as calças do dia anterior vestidas, fazemos a contagem e rapidamente nos fazemos à estrada, esperavam-nos cerca de 7 horas até Hannover.

A ideia era não parar, mas vá, só uma paragem curta porque o Telmo não trouxe uma sandes para o caminho, “Classic Telmo”!!
Ao chegar, deparamo-nos com uns miúdos a graffitar uma das paredes do spot para onde o gps nos mandou, uma espécie de centro de arte urbana. Que fixe, é mesmo aqui!

Boa energia por todo o lado, sentimo-nos logo super à vontade.

Material montado e soundcheck feito, é hora de ir provar os pitéus e ver o que está dentro do frigorífico.

A meio do lanche, chega um senhor com um chapéu de cowboy para nos levar à casa onde iríamos pernoitar.

Subimos aquilo que mais nos pareceu um arranha céus, e abriram-nos a porta. Era o Ralf, um simpático senhor que é dono do apartamento com cheiro a caramelo!

Descalçamo-nos e largamos as tralhas. Cheios de vontade de nos esticar na cama antes do concerto, chama-nos para falar na sala.

Descobrimos que acolhe pessoal que por aqui toca há 25 anos e pelo seu apartamento já passaram cerca de 3000 bandas. A calma com que ele fala enquanto fuma o seu cigarro electrónico fez com que 15 minutos de conversa o triplicassem. Não em tempo mas em qualidade, diz ele que não consegue nomear a banda mais famosa que por ali passara, apenas as pessoas mais simpáticas.

Já quase esquecidos que faltava pouco para tocarmos, seguimos com ele até ao Glocksee e nesse momento somos surpreendidos com uma sala cheia de gente alegre, com cerca de 200 pessoas. Mais tarde o senhor do chapéu, que também tinha um dente de ouro, contou-nos que abriram o Glocksee porque não havia nada para fazer às terças à noite, então o pessoal junta-se sempre ali para beber copos e ver concertos.

Foi como chegar a uma festa surpresa!!

O feedback do concerto foi incrível, o que nos deixou de corações cheios.

Arrumamos tudo na pequena sala do backstage para carregar no dia a seguir e seguimos para beber uma cerveja antes do “xixi, cama” que isto está fixe e amanhã são só 200 e picos quilómetros até Krefeld.

Bons sonhos,
First Breath After Coma

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