Em Campolide, o lixo vale dinheiro

Uma excelente iniciativa da Junta para estimular o comércio local e promover a reciclagem.

A Junta de Freguesia de Campolide, em Lisboa, encontrou uma excelente forma para manter o bairro limpo, estimular a reciclagem e desenvolver o comércio local: por cada quilo de lixo entregue, recebe-se uma nota de Lixo, uma moeda local que pode ser utilizada em compras em cafés, bares, restaurantes e outros estabelecimentos da freguesia.

A iniciativa – intitulada “Pago em Lixo – destina-se a todos os habitantes de Campolide. Se o lixo entregue for reciclável, a pessoa recebe duas notas por quilo. Cerca de 70 estabelecimentos locais aderiram a este projecto da Junta e vão ser reembolsados em euros pela mesma à medida que receberem notas da moeda Lixo. Para o caso de já estares a perguntar, existe um limite ao número de quilos de lixo “pagos”: ninguém vai conseguir juntar mais de 20 euros em Lixo.

A partir de 17 de Setembro, existirão pontos de recolha de lixo em determinadas zonas de Campolide, supervisionadas por elementos da Junta. Aí, os habitantes vão poder entregar o seu lixo ou o lixo que encontraram na rua para seja pesado e despejado no contentor correspondente (indiferenciado, papel, plástico, vidro, pilhas…).

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A Junta de Freguesia de Campolide tem a preservação do meio ambiente e o comércio local como duas das áreas de intervenção prioritárias. A autarquia acredita que o projecto “Pago em Lixo” permitirá promover e desenvolver o comércio local. A acção tem também como objectivo a consciencialização cívica dos residentes em Campolide.

Em entrevista ao Diário de Notícias, André Couto, presidente da Junta, refere que a campanha “Pago em Lixo” esteve a ser preparada há mais de um ano e que, se demorou todo este tempo, foi sobretudo para acautelar as questões de segurança. O autarca garante que as notas “não são de fácil contrafacção”: cada exemplar é numerado e leva o selo branco da Junta; as notas são feitas num papel “pouco comum” e plastificadas.

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O projecto não tem um prazo definido, acrescenta André Couto: “Vai depender muito da receptividade que tiver. Vamos lançar agora esta primeira leva, depois veremos.” A Junta preparou um site onde explica pormenorizadamente a iniciativa, disponibilizando um pequeno FAQ, um formulário para contacto rápido e uma newsletter.

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  • Jornalista, adepto de cidades humanas e curioso por ideias que melhorem o país. Co-fundei o Shifter em 2013, sou desde 2020 coordenador do projecto editorial Lisboa Para Pessoas.

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