Duas margens juntas para o PLUNC, festival de artes digitais e novos media


De 29 de Setembro a 2 de Outubro, as duas margens do Tejo estarão mais próximas. A 2ª edição do PLUNC, festival internacional de Artes Digitais e Novos Media, vai decorrer nas zonas ribeirinhas das cidades de Lisboa (Cais do Sodré) e Almada (Cachilhas).

Trata-se de um festival que procura apresentar a um público vasto projectos e obras que cruzam arte e tecnologia, através de exposições, workshops, palestras e mesas redondas. Um espaço informal de permanente diálogo e interacção entre os criadores, os seus trabalhos e a audiência.

Acima de tudo, o objectivo do festival – organizado em colaboração com a Universidade de Austin, nos EUA – é reforçar a importância do papel da interactividade enquanto promotora de diálogos entre público e criadores, não só através da obra em si, como também através do processo de criação da obra. O conceito de interacção, potenciado pelos novos media e pela arte digital, surge aqui como motivador e ampliador de uma mecânica de proximidade, reflectido na tentativa de ligação e aproximação entre as duas margens, usando o rio Tejo como uma metáfora para a conectividade.

O PLUNC pretende integrar de forma sólida o contexto académico/científico com o contexto artístico. O programa completo ainda não foi anunciado; contudo, as inscrições para os workshops já está abertas e podem ser feitas através do e-mail info@plunc.pt, indicando o nome do workshop pretendendo e enviando uma pequena apresentação. O número de vagas é limitado e a selecção é feita por ordem de inscrição. Vão ser quatro os workshops disponíveis:

  • “Recomposing the Web: Writing Software to Investigate Software”, por Ben Grosser, inspira-se em trabalhos de net art, tactical media e hacktivismo de forma a desconstruir a web e perceber o impacto do software nas nossas vidas;
  • James Auger traz-nos um workshop de design especulativo – “Rethinking Smart” – questionando o papel que os designers podem desempenhar ao nível dos problemas sociais complexos que enfrentamos, para além dos produtos inteligentes básicos;
  • Através de “Circa Diem”, Filipa Tomaz propõe o desenho, programação e montagem de um conjunto de dioramas que refectem uma narrativa na paisagem. Este workshop vai existir também em versão famílias com a construção de postais e pop-ups interactivos;
  • Finalmente Antonio Quiroga Waldthaler apresenta um workshop sobre arqueologia dos media, intitulado “From e-Waste to Sound Device”, onde se transforma lixo electrónico e equipamentos obsoletos em objectos sonoros e que culmina com uma performance sonora com o orientador e os formandos numa das noites do festival. 

Podes saber mais sobre os workshops aqui. O PLUNC terá ainda exposições, palestras e mesas redondas. Num total de 45 inscrições recebidas, vindas de vários países, foram selecionados os seguintes 9 projectos para esta 2ª edição:

  • Artica Underwater Assisted Performance | Artica CC (Portugal)
  • Artificial Mesmerism | Thomas Grogan (United Kingdom)
  • Captcha-T | anaa colectivo (Portugal)
  • From e-Waste to Sound Device | Antonio Quiroga Waldthaler (United Kingdom)
  • Home is where your heart is | Nuno Correia (Portugal)
  • scan.0 | Monica Vlad (Austria/Romania)
  • Sea Battle | Tiago Rorke e Maurício Martins (Portugal)
  • Tracing You | Ben Grosser (USA)
  • Transiconmorphosis | Emilio Vavarella (USA/Italy) e Fito Segrera (Colombia)

Para mais informação, consulta o site do PLUNC. O Shifter é parceiro de media da 2ª edição deste festival internacional de Artes Digitais e Novos Media.

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