Nova tecnologia quer dar voz aos cães em situações de perigo


Uma equipa de investigação do Instituto de Tecnologia da Georgia, liderada por Melody Jackson, Thad Starner, responsável pelos Google Glass, e pelo cientista Clint Zeagler, desenvolveu uma nova tecnologia que vai permitir uma maior interacção e comunicação entre cães e humanos, especialmente em situações de perigo.

Os animais são equipados com um colete com sensores que envia sinais auditivos ou notificações de texto para um smartphone. Este dispositivo foi pensado para ser aplicado em caso de acidentes ou catástrofes em cães de busca e resgate e para ajudar na detecção de explosivos. Poderá, ainda, destinar-se a animais de terapia ou cães guia. Nestes últimos dois casos, em situações de perigo ou acidente dos donos, o animal seria responsável e capaz de accionar um pedido de auxilio, previamente gravado nos treinos.

O colete tem sensores nas laterais que são activados com uma mordida ou toque do nariz do cão. Os animais são treinados com brinquedos e já conseguem distinguir, por exemplo, entre um frisbee e uma bola, dizendo ao treinador qual é qual.

À CNN, a investigadora refere que este é apenas um exemplo de uma das tarefas que pode estar na origem de trabalhos mais importantes e exigentes, pelo que ambiciona testar o projecto em cães patrulha, num verdadeiro cenário de batalha ou destruição. “Um cão farejador de bombas dá o alerta de que encontrou um explosivo. E, apesar de saber que tipo de bomba se trata, não tem como o exprimir”, explica Jackson.

O projecto FIDO envolve um outro colete que permite ao cão encontrar pessoas perdidas ou sob escombros. Os sensores recebem a mensagem do animal e exprimem, em voz, que a ajuda está a caminho. O colete é responsável por, assim, enviar as coordenadas GPS à equipa de salvamento. Esta seria uma aplicação fundamental em terramotos ou outros desastres quando milhares de pessoas necessitam de ajuda e assistência. Para já sabe-se que este dispositivo está a ser testado por um cão de serviço na Califórnia.

O projecto foi igualmente pensado para ser aplicado em situações rotineiras. E se, em caso de AVC ou outras situações semelhantes, o seu cão conseguisse ligar para o 112 e contar à sua família do sucedido? Ou, no caso de uma pessoa surda, fosse capaz de informar, por texto, ao dono que a campainha está a tocar?

As vantagens são inúmeras, tal como as suas diferentes aplicações. Segundo Melody Jackson qualquer cão, com um treino consistente, é perfeitamente capaz de aprender esta tecnologia rapidamente. Até porque um dos seus cães demorou apenas 27 segundos a compreender o colete e as suas capacidades.

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