Nova série da RTP mostra os biólogos portugueses como nunca os vimos


As Novas Viagens Philosophicas é uma série documental de 13 episódios, com o carimbo RTP e que é o resultado de 5 anos de viagens por 12 países e 4 continentes. Dois câmaras, um sonoplasta e uma jornalista correram o mundo guiados por biólogos portugueses com a missão de documentar e explicar as investigações dos cientistas nacionais.

O resultado pode ser visto semanalmente, a partir deste domingo, 3 de Julho, na RTP1. Sempre às 12h30. Vão ser 13 semanas de biodiversidade e vida selvagem protagonizadas por investigadores portugueses, nos locais mais inóspitos do planeta: da Mauritânia à Amazónia.

Cada episódio tem 30 minutos e é dedicado a um biólogo e à sua investigação. Em As Novas Viagens Philosophicas, então, 13 biólogos do CIBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, com sede em Vairão (Vila do Conde). A série nasceu de uma parceria entre a estação pública, o CIBIO e a Universidade do Porto. A série foi produzida pela Um Segundo Filmes para a RTP.

asnovasviagensphilosophicas_02

“A ideia principal é explicar o que motiva estes investigadores, o que querem saber, qual o seu olhar sobre o mundo”, explicou Nuno Ferrand de Almeida, coordenador científico do CIBIO e desta série televisiva, ao site Wilder. Já em 2007, este investigador pensava numa série assim. As filmagens começaram em Novembro de 2011 e terminaram em 2014. “O nome para a série surgiu inspirado nas Viagens Philosóphicas que marcaram Portugal no século XVIII, quando os portugueses viajavam para terras longínquas com o propósito de conhecer e descrever a natureza, as pessoas e de que forma estas se ligavam”, acrescentou.

asnovasviagensphilosophicas_03

“O nosso objectivo não é mostrar a vida selvagem, com grande proximidade, como os documentários televisivos clássicos com os quais crescemos”, disse ao mesmo site Sandra Inês Cruz, jornalista responsável pela coordenação editorial e pela realização da série. “O que queremos é mostrar a investigação feita por portugueses na área da biodiversidade.”

asnovasviagensphilosophicas_04

O primeiro episódio viaja até à Mauritânia para dar a conhecer os crocodilos do deserto. Segundo o site Wilder, isto é que vai acontecer nos restantes episódios:

  1. Mauritânia – os crocodilos do deserto: um grupo de biólogos procura crocodilos (Crocodylus suchus) nos oásis de montanha no Saara.
  1. A perigosa conquista da Guiné-Bissau: as consequências da transformação da ocupação do solo na biodiversidade, economia e sociedade.
  1. África do Sul – solidariedade aparente no Kalahari:investigação sobre os comportamentos dos tecelões sociais que vivem em comunidades e que fazem uma cria cooperativa.
  1. Brasil – rãs que contam a história da floresta: estudo das rãs arborícolas para retratar a evolução da floresta original da costa oriental brasileira.
  1. Morcegos de Portugal: estudo das espécies que habitam em Portugal e técnicas de captura inéditas.
  1. Cabo Verde – à procura de répteis: como se desenha um novo mapa das espécies neste arquipélago.
  1. São Tomé e Príncipe – um mundo de espécies no equador: O projecto no Golfo da Guiné estuda as diferenças entre populações e de que forma deram origem a novas espécies de aves.
  1. Portugal, Itália e França – a história interrompida dos peixes migradores: investigação para conhecer os mecanismos de adaptação destas espécies a uma vida mais sedentária, por causa dos obstáculos nos rios.
  1. Brasil e Panamá – o mundo vagaroso das preguiças: Estudo das diferenças entre populações de preguiças para ajudar a conservação da espécie e dos seus habitats.
  1. Cabo Verde – um casamento no Atlântico: os mecanismos genéticos e os vários momentos da colonização de Cabo Verde.
  1. Brasil/Austrália – a interminável viagem dos sapos: Um grupo de cientistas portugueses e brasileiros está a refazer os percursos do sapo ao longo de milhões de anos.
  1. Portugal e Espanha – o regresso do caimão: estudo dos resultados de várias reintroduções desta ave para actuar na conservação da espécie.
  1. França e Espanha – como os coelhos saíram da toca: a história de como um grupo de animais terá saído da Península Ibérica e chegado a França onde a espécie foi domesticada para servir de alimento nos mosteiros da Provença.
Previous Apple pode estar a tentar comprar o TIDAL
Next Governo português vai legalizar a Uber e a Cabify

Suggested Posts