A troca de tweets entre Edward Snowden e a Wikileaks

Em discussão está a forma como é divulgada a informação classificada.

Edward Snowden e a Wikileaks são dois dos principais nomes associados à divulgação de informação classificada. Mas a forma como tratam e disponibilizam os conteúdos tem vindo a ganhar uma importância central na discussão à medida que os leaks se tornam mais reveladores e polémicos. O debate que costuma ser mais ou menos silencioso, materializou-se esta quinta feira, num tweet endereçado por Snowden à @Wikileaks.

O tweet do ex-funcionário da NSA surge depois de a Wikileaks ter divulgado gravações de voz de dirigentes democratas de topo que confirmam a campanha interna contra Sanders, para favorecimento de Hillary Clinton, Snowden tweetou: “Nunca a democratização da informação foi tão vital, e a Wikileaks tem ajudado. Mas a sua hostilidade até à mais pequena curadoria é um erro.”

A Wikileaks não tardou a responder, acusando Snowden de oportunismo numa altura em que Hillary oficialmente candidata à presidência dos Estados Unidos. “O oportunismo não te vai fazer ganhar um perdão de Clinton & Curadoria não é censurar movimentações de dinheiro no partido no poder”, rispostou o postal, acrescentando ao tweet um link para a página do wikipedia sobre Digital Curation.

Snowden e a Wikileaks têm sido dois agentes na divulgação de leaks, mas as suas abordagens são bem diferentes. Edward Snowden fá-lo em cooperação com jornalistas, que ajudam a analisar e a filtrar a informação que é revelada. Já a Wikileaks tem uma abordagem diferente e mais radical, publicando todo o material em volumosas bases de dados online, pesquisáveis e ao acesso de qualquer um, e onde só são removidos eventuais detalhes pessoais dos visados.

Esta não é a primeira vez que este tema sobe ao palco da discussão, nem a primeira vez que a Wikileaks se revela irredutível na sua política de livre acesso a todo o conteúdo. Recorde-se por exemplo a pressão feita pela associação fundada por Julian Assange aquando dos Panama Papers.

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  • Jornalista, adepto de cidades humanas e curioso por ideias que melhorem o país. Co-fundei o Shifter em 2013, sou desde 2020 coordenador do projecto editorial Lisboa Para Pessoas.

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