Treinar a inteligência artificial para detectar cancro


Investigadores do centro médico israelita Beth Israel Deaconess (BIDMC) e da escola médica de Harvard (HMS) estão a treinar sistemas de inteligência artificial (IA) para que consigam ler e interpretar imagens de exames de pacientes com cancro.

Parece que, um dia, os computadores vão ajudar os médicos a diagnosticar doenças mais rápido. Através de deep learning, a equipa do BIDMC e da HMS está a ensinar a sua máquina (dotada de IA) a distinguir células cancerigenas de células normais. Para tal, tem usado centenas de imagens e identificado aquelas em que a IA tem mais dificuldade, substituindo-as por exemplos mais difíceis.

Usando este método, os investigadores já conseguiram um sistema de tal forma preciso que conseguiu detectar com sucesso 92% dos casos nos quais os pacientes têm cancro – mas continua abaixo dos 96% de média dos médicos humanos.

Para Andrew Beck, do BIDMC, a parte mais entusiasmante é que, quando combinada a análise dos médicos com a da sua máquina de IA, a precisão dos resultados é de 99,5%.

Recentemente, o BIDMC e a HMS tiveram oportunidade de mostrar o quão eficiente é a sua técnica no International Symposium of Biomedical Imaging, onde a sua AI teve de detectar cancro de mama em linfonodos. “Os nossos resultados na competição do ISBI mostram que o que o computador está a fazer é genuinamente inteligente e que a combinação das interpretações humana e artificial vão resultar em diagnósticos mais precisos e mais valiosos clinicamente, ajudando a decidir tratamentos”, disse.

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