Música de Lady Gaga é proibida na China após encontro com Dalai Lama


Durante a 84ª Conferência Anual de Presidentes de Câmara norte-americanos a decorrer em Indianapolis, a artista Lady Gaga e o líder espiritual tibetano Dalai Lama tiveram uma “polémica” conversa sobre saúde mental e diversos assuntos relacionados com redes sociais. O tema teve origem numa preocupação expressa pela cantora, que questionou o activista sobre vícios, depressão, distúrbios alimentares e baixa auto-estima nos jovens.

Dalai Lama não hesitou em responder que muitos destes problemas reflectem a falta de compaixão na sociedade e uma cultura materialista que acabam por criar um ambiente pouco saudável e até mesmo cruel. A tragédia em Orlando foi também comentada por ambos os protagonistas da conversa, concluindo-se que terá de haver sempre uma análise profunda sobre os acontecimentos e nunca um esquecimento/afastamento. No pós, deve tentar-se encontrar o lado positivo para que não se volte a repetir.

No entretanto, quem não ficou de todo contente com esta exposição da cantora foi a China. O governo chinês decidiu banir todo o repertório de Lady Gaga no país. A justificação não está no conteúdo da conversa mas sim no facto do país comunista considerar Dalai Lama uma espécie de “lobo vestido em pele de ovelha”, por ter lutado pela independência do Tibete até ao seu abandono dos cargos políticos em 2011 – de relembrar que Dalai Lama está ainda exilado na Índia desde 1959.

Como resultado, as músicas da cantora não podem voltar a ser ouvidas nas rádios e o nome de Lady Gaga não pode voltar a aparecer em nenhum órgão de comunicação social chinês, tudo porque o Governo entendeu que a conversa entre a artista e Dalai Lama foi um sinal do apoio de Gaga à independência do Tibete.

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