Casar homossexuais em segredo no Irão: a luta de Taha

Uma história onde o amor vence a religião.

A homossexualidade ainda é crime em 75 países, sendo que para alguns deles a sentença é a morte. O Irão, a par do Afeganistão, Arábia Saudita, Iémen e Sudão, é um desses estados pelo que heróis como Taha deveriam ser honrados mais vezes. (No inverso da moeda, queremos acreditar que este artigo em nada vai afectar o seu trabalho activista, sendo descoberto um dia mais tarde pelas autoridades iranianas).

Taha é um clérigo iraniano gay que durante vários anos concretizou no seu país de origem vários casamentos homossexuais em segredo. O facto de ser mullah – isto é, pertencente a um grupo de religiosos que oram nas execuções finais de homossexuais – não o fez travar o seu caminho embora muitos temessem as suas intenções.

Hoje, está refugiado na Turquia, depois de terem sido levantadas suspeitas acerca dos seus encontros com os “ditos pecadores”. A sharia, ou lei islâmica, colocava no seu futuro uma morte certa e penosa. O sonho teve de ficar para trás.

Actualmente, em Istambul, Taha frequenta em liberdade clubes gays podendo inclusive maquilhar-se e vestir uma simples camisa. Enquanto activista, continua o seu papel como fio condutor para novos casamentos. Como destino final, tem em vista o Canadá. Longe de todos estes princípios religiosos que vão contra a sua natureza mesmo sendo ele um crente e mullah.

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