O nascimento de um novo jornal em papel tem de ser notícia


Nova abordagem, novo estilo, novo tipo de escrita, nova energia. É desta forma que o jornal New Day se apresenta aos ingleses e ao mundo. O New Day nasceu em Fevereiro e só tem edição em papel. É o primeiro novo jornal em Inglaterra em 30 anos.

A publicação pertence ao grupo Trinity Mirror, que detém jornais como o Daily Mirror ou o The Sunday People, e nasceu sob uma matriz perfeitamente definida. O jornal tem no papel a sua principal característica,  relegando para quarto plano o contacto digital com o leitor. Além da ausência de site, a presença do New Day nas redes sociais é diminuta, fazendo apenas referência aos títulos e capas, sem links que permitam ler as histórias mais a fundo.

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O New Day quer dar ao leitor uma visão rápida dos acontecimentos mais importantes do dia, sem aborrecê-lo com notícias densas e pesadas, por exemplo. O jornal orienta-se pelo conceito de leitura em meia hora, existindo, por isso, um foco no essencial, ajudado por um visual apelativo e atraente e por uma reflexão positiva dos acontecimentos diários. O New Day assume-se como neutro em matéria política e tem como público alvo leitores entre os 35-55 anos.

Responsáveis do New Day esperavam ter resultados de tiragem na ordem das 200 000 cópias por dia. Contudo, dias após o seu lançamento, o jornal rondava os 150 000 exemplares. Após avanços e recuos na definição do preço, situação causada por processos de marketing, as vendas fixaram-se em menos de 90 000 cópias por dia. Cada jornal pode ser adquirido em banca por 0,5 libras, ou seja, cerca de 62 cêntimos.

New Day comporta a convicção que um jornal em papel não está condenado ao fracasso. Aliar esta condição a uma abordagem fresca, positiva e colorida parece ser a estratégia que os responsáveis querem seguir  Tem a palavra o jornalista e o leitor.

Texto de: Rui Sousa
Editado por: Mário Rui André